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Ciência
Secretário defende instalação de “porto seco” no RN para evitar perda de cargas
Para o titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN, a falta de uma área para descarregar os produtos faz com que os caminhões permaneçam mais tempo parados, dobrando o valor do frete para os produtores
Redação
13/07/2021 | 08:35

Poucos dias depois de oficializada a renúncia do Almirante de Esquadra Elis Treidler Öberg do cargo de Diretor-Presidente desta Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, defendeu nesta segunda-feira 12 uma medida de urgência para que o terminal não perca mais cargas.

A ideia de Saldanha é que se organize imediatamente um porto seco fora dos limites do porto para abrigar as carretas que hoje, por falta de uma retroárea no terminal localizado no bairro histórico da Ribeira, são obrigadas a permanecer mais tempo paradas quase que dobrando o preço do frete para os produtores.

“Temos ótimas áreas pertencentes ao Estado ou a Governo federal que podem ser usadas como ponto de descarga das mercadorias, principalmente frutas, barateando a operação e evitando com que os produtores prefiram exportar sua mercadoria para o Ceará”, afirmou Saldanha.

Informações veiculadas esta semana dão conta que a CMA/GCM, a empresa francesa que exporta as frutas e outros produtos do RN para os portos europeus, estaria insatisfeita com a falta de estrutura do porto de Natal, ameaçando deixá-lo, já que nos últimos anos tem reduzido o número de escalas de seus navios no terminal.

“Sabemos que o ideal seria privatizar o porto, mas enquanto isso é preciso encontrar alternativas para que os produtores continuem usando o terminal”, acrescentou Saldanha.

Entre as áreas elencadas pelo secretário para cumprir a tarefa de ser um porto seco estão a área do Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, ou o próprio pátio de estacionamento do antigo aeroporto, na mesma cidade.

“Se os problemas estão na área de manobra, insuficientes para atender as necessidades, são necessárias saídas rápidas para o problema, já que é inviável aos produtores desembolsar o dobro do valor para custear uma parada maior das carretas”, lembrou.

Com 710,9 mil toneladas movimentadas no ano passado, o Porto de Natal registrou uma queda de 8,88% em relação ao ano anterior, quando escoou 780,217 toneladas, quase 70 mil a mais que em 2018.

Segundo dados federais, o Porto de Natal exportou em 2020 alguma ao redor de 696.895 toneladas, um volume 4,8% menor que o do ano anterior, de 732.542. Já o número de atracações em 2020, com o início da pandemia, caiu mais de 16%, indo de 242 para 203.

Em termos gerais, o porto movimentou 710,9 mil toneladas no ano passado, sendo que a maior queda de movimentação foi registrada no granel sólido, com 283,9 mil toneladas e 16,71% de retração.

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