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Artigo
Sávio Hackradt: Fevereiro se foi. E agora?
Sávio Hackradt
09/03/2020 | 03:50

Só alegria o mês de fevereiro de 2020. Desde a primeira semana que o Carnaval tomou conta de Natal. A cidade viveu um mês de festas por todos os seu cantos e recantos. Mas acabou. Tchau, blocos de carnaval. Tchau, shows. Tchau, beijos e abraços regados a cerveja e suor. Tchau, fevereiro – mês do carnaval -. Foi bom enquanto durou seus vinte e nove dias nesse ano bissexto.

Março chegou. E agora, sem festas, como vai ser?

Se é verdade que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval, o que você espera do resto do ano e o que vai fazer até o Carnaval do ano que vem?

Este ano, temos eleições municipais para eleger prefeito e vereadores. A eleição também é uma festa. Só que, diferente do Carnaval de fevereiro. Não são decisões sobre beijar a, b, c, d; sobre tomar cerveja, uísque ou cachaça; ou sobre sair no bloco a, b, c, d ou ir ao show desse ou daquele artista. Na festa das eleições, suas decisões têm consequências por pelo menos quatro anos.

Olhando os blocos (partidos e candidatos) que se preparam para entrar na passarela das eleições, ainda não enxergo nenhum com pinta de campeão da festa eleitoral de 2020. Você já tem alguma preferência para escolher o prefeito de Natal e seu vereador na Câmara Municipal? Que critérios você vai definir para a escolha do prefeito ou do vereador? Na festa das eleições, todos devemos participar. A omissão nas eleições é entregar de bandeja o nosso direito de escolha para outros que sequer conhecemos.

Um fato me chama a atenção na movimentação de candidatos e partidos. A posição do prefeito de Natal, Álvaro Dias, que tem o direito e vai disputar a reeleição. Hoje no MDB, seu partido de origem, Álvaro quer sair para outra legenda. Até aí tudo bem. É natural um político não estar se sentindo bem numa legenda e querer sair. Não vou entrar nos motivos de Álvaro Dias querer deixar o MDB.

O que acho incomum é não aparecerem partidos “brigando” para ter Álvaro em seus quadros. Afinal, é o prefeito de uma capital. Qual o partido que não quer ter um prefeito de uma capital em seus quadros? Bem… Até 4 de abril, Álvaro Dias tem de decidir em qual partido fica para disputar a reeleição.

A festa democrática das eleições exige de cada um muito mais do que abraços, beijinhos e apertos de mão. Exige pensar, refletir, ouvir, trocar opiniões e tomar, com consciência, a decisão do voto. As paixões, que são inebriantes no Carnaval de fevereiro, não devem ser predominantes na festa das eleições. Todo o cuidado é pouco com as paixões políticas. O resultado pode ser desastroso nos quatro anos seguintes.

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