O senador Rogério Marinho (PL) defendeu a anistia ampla para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira 28, em entrevista à Rádio Auri Verde Brasil. Ele afirmou que há um sentimento favorável no Congresso para a aprovação da pauta e cobrou mobilização popular contra o que chamou de “espetáculo macabro” do Judiciário.
“Eu particularmente defendo uma anistia ampla para todos os envolvidos, inclusive uma anistia para aqueles que fazem parte da turma que reprimiu, porque eu acho que a conciliação passa pela anistia ampla, geral e irrestrita”, disse. Ele excluiu apenas os casos de depredação e vandalismo, que classificou como ações de “infiltrados”.

Rogério criticou a narrativa de golpe de Estado usada para justificar a perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao STF no último dia 18, pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Outras 33 pessoas foram denunciadas, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
“Ninguém comete um golpe nomeando os comandantes das forças armadas indicadas pelo seu sucessor, ninguém comete um golpe saindo do país, pedindo para desobstruir as estradas, para evitar bloqueios, permitindo toda a transição de governo de uma forma absolutamente pacífica”, afirmou.
O senador também atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, responsável pelo julgamento de Bolsonaro. “Nós não podemos acreditar na imparcialidade desse julgamento, nem tampouco que o rito é o rito adequado. É uma pena que isso esteja acontecendo no Brasil”, disse. E destacou que o Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica, que prevê dupla jurisdição, mas o ex-presidente está sendo julgado diretamente no STF.
Ele ainda comentou sobre a popularidade de Bolsonaro, citando uma live do ex-presidente que teve quase 800 mil espectadores simultâneos. “Esse cara assusta o sistema. Ele não está no padrão da acomodação, do apaziguamento. Ele vai combater a corrupção, vai trabalhar para que o Estado seja eficiente”, afirmou.