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Voos
RN: Tarifa aérea média doméstica cai 22,96% no 2º semestre contra 2019
Em 2019, antes da pandemia, preço médio de passagens no Rio Grande do Norte estava em R$ 587,62. De janeiro a junho de 2021, estava em R$ 452,70.
Redação
14/09/2021 | 08:18

A pandemia de covid-19 continua a fazer pressão sobre as tarifas aéreas no Brasil. No segundo semestre deste ano, observando só as ligações do Rio Grande do Norte com os demais estados brasileiros, a tarifa média doméstica foi de R$ 452,70, queda de 22,96% na comparação com o mesmo período de 2019, quando a tarifa média real (atualizada pelo IPCA a junho de 2021) foi de R$ 587,62. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 13, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Na comparação com o primeiro semestre de 2020, quando a disponibilidade de vôos ainda estava muito escassa, a redução na taxa média é de 14,3%. Quando comparamos só o segundo trimestre (abril a junho), a diferença em relação ao ano passado é de apenas 2,9% para menos, com uma média de R$ 423,77.

O número de assentos, por outro lado, cresceu 28,4% para chegadas ou partidas do RN, comparando a primeira metade deste ano com a do ano passado, mas ainda está bem abaixo do registrado em 2019. Enquanto antes da pandemia da covid-19, no período de janeiro a junho, foram registrados cerca de 390 mil assentos, neste ano foram 290 mil, 100 mil a menos, uma diferença de 34%.
No semestre, o yield (ou seja, o valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado) foi de R$ 0,21, redução 20,7% em relação ao primeiro semestre do ano anterior. Na comparação com igual semestre de 2019, entretanto, o indicador apresentou queda de 34,3%.

Brasil

Na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2020, a tarifa média doméstica apresentou alta de 21,7%. Entre abril e junho de 2020, a demanda aérea chegou a cair mais de 90% por causa da pandemia Segundo o relatório de tarifas da Anac, a alta ocorreu paralelamente a um aumento no preço do combustível de aviação (QAV) de 91,7% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, e a um crescimento maior da demanda em relação à oferta.

No último semestre, 8,2% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$ 100 e 52,4% abaixo de R$ 300. As passagens acima de R$ 1.500 representaram 1,7% do total.
Entre as companhias aéreas brasileiras com maior participação de mercado – com 99,5% da demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros –, os bilhetes da Latam subiram 21,3%, e as tarifas da Azul e Gol registraram alta de 18,6% e 15,0%, respectivamente e na comparação com 2020.

Contexto

Assim como no ano de 2020, 2021 continua marcado pela pandemia da covid-19, cenário em que as empresas aéreas mantém reduzida a oferta de voos. De acordo com os dados estatísticos apresentados à ANAC1 referentes ao 2º trimestre de 2021, a oferta aumentou 368% em relação ao mesmo período de 2020, mas ainda 44,9% menor que a oferta no ano de 2019.

Do confronto dos indicadores do 2º trimestre de 2021 relativos aos custos mais significativos da indústria com o mesmo período de 2020, verifica-se que o preço do combustível (QAV) apresentou valores superiores ao 2º trimestre de 2020 enquanto a taxa de câmbio manteve um nível de estabilidade maior.

O combustível está representado nesta análise pelo preço médio do querosene de aviação apurado pela Agência Nacional do Petróleo – ANP2 . Na média do trimestre o valor do litro do querosene de aviação ficou 91,7% superior ao verificado no mesmo período do ano anterior.

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