Redação
13/09/2016 | 18:06
Rockeiros de longa data, Alexandre Alves e Vlamir Cruz (o Mr. Moo), lançam o livro “100 discos do rock potiguar [para escutar sem precisar morrer]”, onde colocam em formato de coletânea com 120 páginas os registros mais importantes da cena rock do Rio Grande do Norte.
A pesquisa, que partiu do acervo pessoal do grupo de seis pessoas (que ainda inclui Alexis Peixoto, Hugo Morais, Olga Costa e Jesuíno André Oliveira) responsáveis pelo projeto e durou cerca de dois anos, se iniciando em 2014. A seleção foi feita levando em consideração o respaldo da crítica, relevância alcançada quando lançado e priorizando álbuns físicos, agrupando bandas antigas e atuais.
Motivados pela comemoração de meio século de rock no Brasil, perceberam que não havia nenhuma referência das bandas desse gênero nas terras potiguares até então, o que levava ao desconhecimento das novas gerações que consomem esse tipo de música sobre os registros já feitos em outros períodos. Inicialmente, foram encontrados cerca de 400 discos, ficando o produto final com 100 nomes e suas respectivas fichas técnicas.
Ao contrário do que se é comumente pensado, o rock potiguar não é algo novo. Nasceu gigante com o cantor Leno, ídolo da jovem guarda nos anos 60, que é norte rio-grandense. Passando por um período de ostracismo durante a década de 80 e voltando nos anos 2000, com bandas como “Camarones Orquestra Guitarrística” e “Far from Alaska”, ambas conhecidas dentro e fora do país.
Ainda segundo Alexandre, embora haja hoje uma grande quantidade de bandas, há por vezes um déficit de qualidade e cuidado com o material disponibilizado e que o público local segue modismos, aguardando que haja sucesso primeiro fora do estado para dar atenção ao que é produzido, consumindo o que é feito aqui de forma sazonal. Por não haver como se manter, muitos integrantes desistem e assim as bandas acabam, havendo o que Alexandre chama de “renovação forçada”.
Dos 100 nomes citados no livro, o autor destaca o “Discarga violenta”, “Zaratrusta”, “Impacto 5”, a “Jubarte Ataca” e os já citados “Leno”, “Camarones” e “Far from Alaska”. Alexandre conta que antigamente era caro e difícil produzir de forma independente. Houve, com novos meios de divulgação e produção como a internet e os home studios, que ocupou as funções que antes era da gravadora, houve uma certa democratização do fazer música no Brasil e também aqui. Festivais como o DoSol e MADA, além de eventos culturais como a Virada e Circuito Cultural Ribeira propiciaram a chegada de novos públicos, dando estrutura e visibilidade para as bandas locais se apresentarem.
Serviço:
Eventos de lançamento do 100 discos do rock potiguar [para escutar sem precisar morrer]
16 de setembro (sexta) às 22h, no The Old em Mossoró
Bandas a confirmar
01 de outubro (sábado) às 16h durante o Bazar Independente no Espaço Duas em Ponta Negra.
Atrações: bate-papo sobre o Rock no RN com Alexandre Alves, Hugo Morais, Olga Costa, Ana Morena e Mr. Moo.
Pocket Show Acústico: The Automatics.

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