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Sustentabilidade

RN mira nova industrialização com energias renováveis

Agora RN
29/09/2026 | 00:02

Com 12,8 gigawatts (GW) de capacidade eólica e 6 GW de energia solar fotovoltaica instalados, o Rio Grande do Norte busca transformar a geração renovável em vetor de industrialização. A proposta integra a Agenda Caminhos do RN 2027-2030, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), por meio do Observatório da Indústria Mais RN, e apresentada aos candidatos ao Governo do Estado e ao Senado.

Dados do Sistema de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam 319 parques eólicos em operação no Estado e outros 17 em construção. Na geração solar fotovoltaica, são 81 usinas em funcionamento e cinco em obras. Apesar da capacidade instalada, a Agenda aponta limitações na transmissão da energia para outras regiões e na atração de empreendimentos que possam utilizar a produção dentro do próprio RN.

Aerogeradores em parque eólico, com vegetação e céu nublado
Fartura de energia limpa e desbucratização ambiental devem atrair indústrias — Foto: JOSÉ ALDENIR

Entre as propostas está a expansão coordenada das linhas de transmissão, além da atualização das resoluções do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conema) para o licenciamento de parques eólicos e solares. O documento também propõe mudanças no marco legal da geração solar centralizada e maior participação do governo estadual na liberação de licenças e autorizações para obras de transmissão.

Para a energia eólica offshore, produzida por parques instalados no mar, a Agenda defende um marco regulatório e a utilização do Porto de Caiçara do Norte para montagem, manutenção e logística dos empreendimentos. A proposta prevê ainda a formação de uma cadeia industrial ligada ao setor marítimo e associa a expansão da geração renovável ao desenvolvimento da produção de hidrogênio e amônia verdes no Estado.

O documento também aponta o armazenamento de energia como possibilidade para ampliar a cadeia industrial potiguar. Entre as medidas estão a atração de fábricas de baterias e sistemas de armazenamento, incentivos fiscais e de infraestrutura para projetos em larga escala e integração entre portos, geração e indústria. A proposta busca fazer com que o RN avance da exportação de eletricidade para a fabricação de equipamentos ligados à transição energética.