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Pesquisa
RN: 1/3 da população enfrentou falta de água em casa durante pandemia
Número representa 32,1% da população, a segunda maior proporção entre todas as unidades da federação e no mesmo patamar do Acre. Só em Pernambuco as interrupções no fornecimento afetam uma parcela maior de habitantes. No Rio Grande do Norte, 1,1 milhão moram em casas ligadas a uma rede geral de abastecimento
Redação
24/06/2021 | 07:49

No RN, mais de 1 milhão de pessoas enfrentaram interrupções no abastecimento de água pelo menos um dia inteiro no ano que antecedeu o início da pandemia, em 2019.

Dos 3,5 milhões de habitantes do estado, 1,1 milhão moram em casas ligadas a uma rede geral de abastecimento.

Esse número representa 32,1% da população, a segunda maior proporção entre todas as unidades da federação e está no mesmo patamar do Acre com 34%.

Só em Pernambuco com 47,9%as interrupções no fornecimento afetaram uma parcela maior de habitantes.
Os dados fazem parte do estudo “Indicadores Sociais de Moradia no Contexto de Pré-pandemia de Covid-19”, divulgado nesta quarta-feira 23, pelo IBGE.

A publicação traz um retrato dos lares brasileiros às vésperas da pandemia do novo coronavírus. E revela aspectos importantes para prevenção da doença, como o acesso à água e o número de moradores médios de uma casa.

“Essas são informações fundamentais para análise dos impactos da pandemia e para a adoção de medidas por parte do poder público”, explicou o IBGE em nota.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste com 24,8% é a que tem a maior parte da população com acesso a uma rede geral, mas com “frequência de abastecimento inferior à diária”.

Em segundo lugar, está a região Norte com 6,6%. No Brasil, 10,2% ou 21,3 milhões enfrentam o mesmo problema.

No RN, segundo a pesquisa, 45 mil pessoas vivem em casas com apenas quarto e banheiro. Esse número corresponde a 3,4% das pessoas em situação de pobreza no estado em 2019. A proporção da população potiguar submetida a essa condição de moradia está no mesmo patamar da média do Nordeste (3,6%) e abaixo da média nacional (5,7%).

A região Norte (15,2%) tem a maior proporção de habitantes nessas condições de todo o Brasil. Os dados desta análise excluem pessoas que moram em pensão, empregados domésticos ou parentes de empregados domésticos. O estudo mostra, ainda, que a maior parte da população abaixo da linha da pobreza mora em casas com quatro moradores.

No RN, 394 mil pessoas dividem o domicílio com outras três pessoas. Isso é 29,7% da população pobre do estado, proporção semelhante à do Brasil (27,4%) e do Nordeste (27,5%).

Para o estudo, foi considerada abaixo da linha da pobreza a população que tinha rendimento domiciliar por pessoa de até R$ 436 mensais em 2019.

A maior parcela da população do Rio Grande do Norte vive em domicílios com três pessoas, 27,2% da população, o que representa 953 mil potiguares. Os números proporcionais são semelhantes aos da população do Nordeste (26,4%) e do Brasil (27%). Mas também há um grupo de 382 mil pessoas que vive em casas com seis pessoas ou mais moradores. Eles correspondem a 10,9% dos norte-rio-grandenses.

O Nordeste (11,9%) está no mesmo nível. No Brasil (9,8%), o resultado também é próximo ao do estado potiguar.

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