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Saúde

Reino Unido alerta para casos raros de pancreatite e mortes ligados ao uso de canetas emagrecedoras

Agência reguladora associa medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro a episódios graves da doença e orienta atenção aos sintomas
Redação
02/02/2026 | 13:53

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) emitiu um alerta sobre o risco raro, porém existente, de desenvolvimento de pancreatite aguda em pessoas que utilizam canetas emagrecedoras, como Wegovy, Ozempic e Mounjaro.

Entre 2007 e outubro de 2025, a agência recebeu 1.296 notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos no país. Os registros incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, forma mais grave da doença, caracterizada pela morte de tecido do pâncreas.

Caneta Mounjaro - Foto: reprodução redes
Especialistas reforçam que canetas emagrecedoras devem ser usadas apenas com acompanhamento médico Foto: Reprodução/Rede Social

Segundo a MHRA, mais de 25 milhões de embalagens de medicamentos da classe GLP-1 foram distribuídas no Reino Unido nos últimos cinco anos. Esses remédios injetáveis simulam a ação do hormônio GLP-1, liberado após as refeições e responsável por ajudar no controle do apetite e na sensação de saciedade. O Mounjaro também atua sobre o hormônio GIP.

Em comunicado oficial, a agência afirmou que, embora a ocorrência seja incomum, relatos após a comercialização apontaram casos especialmente graves, incluindo episódios fatais. Entre os principais sintomas de pancreatite aguda estão dor intensa no abdômen e nas costas, persistente e que não melhora com o tempo. A orientação é procurar atendimento médico imediato diante desses sinais.

As informações sobre riscos e efeitos colaterais foram atualizadas tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes. Estima-se que cerca de 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia tenham utilizado medicamentos como Wegovy e Mounjaro no último ano.

A diretora de segurança da MHRA, Alison Cave, ressaltou que a segurança dos pacientes é prioridade e destacou que, para a maioria das pessoas, os medicamentos são considerados seguros e eficazes quando prescritos corretamente. Ainda assim, ela reforçou a importância de atenção aos sintomas e do acompanhamento médico contínuo.

A agência recomenda que o uso de medicamentos GLP-1 seja feito exclusivamente sob orientação profissional e que qualquer mudança no tratamento, como a troca de marca, seja discutida previamente com um médico.