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Eleições
PSTU pretende concorrer a cargos eletivos no RN sem alianças políticas ou federação
Intenção da legenda é apresentar nominatas próprias para cargos majoritários e proporcionais
Adenilson Costa
23/12/2021 | 08:54

“Até o presente momento, já foi definido que, para as eleições, não vamos fazer nenhuma federação ou aliança política no Estado, até porque, na federação, o partido fica preso durante de quatro anos. E nós não temos acordo para ficar preso a nenhum partido, principalmente quando esses partidos não fazem parte da nossa base político-ideológica. Vamos ter que nos tornar base de sustentação de coisas que não concordamos. Por isso, preferimos a nossa independência”, declarou o presidente estadual do PSTU, Dário Barbosa, afirmando que as discussões internas da sigla no Rio Grande do Norte e em âmbito nacional descartam a possibilidade de formação de alianças políticas e federações para o pleito eleitoral do próximo ano.

A proposta do PSTU é lançar candidaturas próprias para os cargos de governador, vice-governador, deputados federais e estaduais e também para o Senado federal. O objetivo da sigla é, “apresentar uma proposta política inovadora para governar o Estado, com nomes que estão sendo estudados pelo diretório estadual para disputar as urnas nas eleições do ano que vem, como por exemplo, Dário Barbosa (PSTU), Alexandre Guedes (PSTU), Emanuel Egídio (PSTU), Socorro Ribeiro (PSTU)”.

Em entrevista exclusiva ao jornal AGORA RN, nesta quarta-feira 22, o presidente estadual do PSTU esclareceu que não faz sentido efetivar uma aliança ou federação com o partido da governadora Fátima Bezerra e com outras siglas, “porque a própria governadora atacou os funcionários públicos com a reforma da previdência. E os programas que os partidos, que estão formando as federações ou alianças, estão apresentando até o momento, tentam manter essa mesma forma de governar o nosso RN, que comando o povo já conhece a muito tempo”, explicou.

Dário disse que a cúpula nacional do PSTU está dialogando e desenhando o programa de governo para 2022 e que o Rio Grande do Norte irá seguir as diretrizes definidas pela nacional, para poder sistematizar e adequar o programa de governabilidade à realidade do povo potiguar.

“Por isso, nós já começamos essas discussões e, evidentemente, no início de 2022, o PSTU no Rio Grande do Norte vai apresentar questão para a educação, saúde, aposentadoria, segurança pública, meio ambiente, juventude, negros, mulheres, imigrantes, povos originários e pessoas LGBTI. Teremos debates sobre temas, onde vamos convocar as pessoas, os movimentos sociais e sindicais e discutir juntos o nosso programa”, ressaltou.

No Rio Grande do Norte, o partido quer apresentar uma política mais próxima do trabalhador, “dessas 120 milhões de pessoas que estão passando por necessidades alimentares e os desempregados do nosso país. Queremos incorporar essas pessoas na vida econômica e social do país e do Estado”, destacou Dário.

“Fátima privilegia as grandes empresas”

Questionado sobre a avaliação que faz sobre a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), o presidente estadual do PSTU afirmou que a gestora petista tem a mesma dinâmica dos governos anteriores e que não possui um plano de geração de empregos por meio da construção civil, por exemplo.

“Fátima privilegia as grandes empresas. É um governo que já está no terceiro ano de mandato e não foi capaz de reaver os R$ 10 bilhões de dívidas ativas que as empresas devem aos cofres públicos e que poderiam ser investidos em educação e saúde, emprego para a juventude, por exemplo. Ela não tem uma política de combater fome, pobreza, falta de moradia, terras para as pessoas plantarem, comprar alimentos da agricultura familiar e distribuir para os desempregados. Mas, o que se vê são as pessoas nas ruas pedindo esmolas”.

Ele disse ainda que o PSTU luta pela redução e congelamento dos preços dos alimentos, defesa da redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, com aumento geral de salários e reposição automática pela inflação e por empregos e direitos. Além disso, o partido quer reforçar a mobilização contra as privatizações e a reforma administrativa.

Rosália deve ser o nome escolhido para concorrer ao governo

O presidente estadual do PSTU, Dário Barbosa, ressaltou que Rosália Fernandes (PSTU) continua sendo o nome cotado para ser a pré-candidata do partido, que vai brigar pela cadeira de governadora do Rio Grande do Norte.

“O nome de Rosália é bem recebido pelos membros e lideranças do diretório estadual do PSTU, que sinalizam positivamente a sua pré-candidatura ao cargo de governadora do Estado no próximo pleito. Experiente na política, embora não tenha sido eleita, Rosália Fernandes é conhecida por boa parte dos eleitores potiguares, já que a candidata vem disputando cargos políticos no Estado nas últimas eleições. Ela já concorreu à prefeitura de Natal e ao cargo de deputada estadual”, disse.

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