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Posição
‘PSOL segue unido para a disputa eleitoral’, afirma Freitas Júnior
Pré-candidato ao Senado pelo Psol explicou processo que escolheu seu nome e falou do cenário político eleitoral no RN
Alessandra Bernardo | Repórter de Política
21/05/2022 | 09:00

Nome escolhido para representar o Psol nas eleições para o Senado Federal no Rio Grande do Norte, o pré-candidato Freitas Júnior disse que a perspectiva é que o partido lance, em breve, nominata com nove nomes para disputar a Câmara Federal e 20 para a Assembleia Legislativa do Estado, nesta sexta-feira 20. Ele declarou voto em Lula para a Presidência da República, falou da sua militância progressista de esquerda e elegeu os três principais pontos de sua proposta de mandato.

Sobre a escolha de seu nome, Freitas Júnior explicou que o primeiro a postular candidatura para o Senado pelo partido foi Gláucio Tavares, seguido pelo vereador de Natal Robério Paulino e, depois, ele próprio. “O Psol é um partido de tradição democrática, os nomes foram levados até a conferência, mas na véspera, Robério comunicou que havia desistido e ficamos só eu e Gláucio, disputando a indicação do partido. E o meu nome foi o escolhido. Ja conversei com Robério e Gláucio e o Psol segue unido para a disputa eleitoral”, disse.

E continuou, ao afirmar, “minha militância no campo progressista de esquerda é histórica, já tive duas candidaturas por um partido que hoje está federado com o Psol, ajudei a fundar a Psol no Estado e votei nele em todas as eleições, inclusive quando Robério não morava no RN. É normal ele defender o nome dele, porque representa a corrente que ele faz parte, dentro do partido. Com certeza, vamos fazer campanha junto, ele é pré-candidato a deputado estadual, junto com outros companheiros”, explicou.

Freitas Júnior elencou os principais pontos da sua proposta de mandato no Senado Federal e o primeiro é um tema que envolveu a participação ativa do ex-ministro e atual pré-candidato ao Senado Federal Rogério Marinho (PL). “Precisamos, no primeiro dia, apresentar a revogação total das reformas trabalhista e previdenciária, promovidas por Rogério Marinho. É inadmissível que tratemos o trabalhador como um produto e desconsidere tudo para garantir segurança no emprego, inclusive quando temos uma multidão desempregada no país”, disse.

O segundo ponto de destaque citado por ele é o domínio da inflação, sobretudo acerca dos alimentos, no país. “O controle da carestia. É voltar a usar a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para ter o controle do preço dos alimentos. Para que o trabalhador volte a ter o salário valorizado, precisamos de uma política de valorização do trabalho, mas também controlar a inflação para que o trabalhador não perca o poder aquisitivo. A Conab tem um papel estratégico nisso”, explicou.

O terceiro ponto é estabelecer a política de preço para combustíveis fósseis (derivados do petróleo) dentro do Brasil. “As subsidiárias da Petrobras foram vendidas a preço de banana e estamos vendo o resultado. O preço da gasolina cara, pesando no bolso do brasileiro. Toda hora que você vai no posto de combustível, é uma tristeza, e a BR Distribuidora, que era uma subsidiária da Petrobras, fez com que a gasolina ficasse mais cara. Então, temos que fazer com que a Petrobras desempenhe seu papel, que é uma empresa estratégica pela tecnologia e importância que tem no mundo, e precisamos devolvê-la ao povo brasileiro”, afirmou.

‘Sou única pré-candidatura coerente com a esquerda’, diz

Freitas Júnior falou sobre o atual cenário eleitoral no Rio Grande do Norte, com foco nas eleições para o Senado Federal. E defendeu que sua pré-candidatura será a única do Rio Grande do Norte realmente coerente com a esquerda.

“Carlos Eduardo, embora esteja coligação, não é do campo da esquerda, mas representa um projeto oligárquico que foi derrotado nas eleições de 2018, apoiou Bolsonaro no segundo turno, rodou o Estado como o candidato de Bolsonaro e, por mera conveniência, agora compõe com o PT. Qual é a garantia do eleitor de esquerda vai ter de que Carlos Eduardo, quando tiver com mandato, não vá apoiar um golpe contra Lula, Fátima ou a classe trabalhadora? Ele muda de opinião de acordo com a conveniência”, questionou.

PESQUISAS ELEITORAIS. Ele também comentou que espera que o partido suba nas pesquisas de intenção de votos, com a inclusão de seu nome e a partir das visitas e encontros com lideranças políticas e comunitárias nos municípios do Rio Grande do Norte, quando iniciar a campanha.

“De início, estávamos nos debates internos e com organizações. Agora, vamos oficiar os institutos de pesquisa para incluir nosso nome e falarmos com essas organizações para começar a realizar debates e eventos, visitar nossos vereadores no interior do Estado e o prefeito de Janduís, apresentar nossas propostas para a população. Acredito que, a partir disso, vamos pontuar nas pesquisas”, disse.

Freitas disse ainda que viu os resultados da pesquisa realizada pelo Instituto Exatus Consultoria, em parceria com o AGORA RN e divulgada nesta quinta-feira 19, que trouxe o presidente estadual do PDT Carlos Eduardo Alves em primeiro lugar na disputa pela vaga de senador, com 29,7%; seguido por Rogério Marinho (PL), com 15,2%; o presidente estadual do PSB Rafael Motta, com 9,65%; o ex-deputado Ney Lopes (Brasil 35) com 3% e, em quinto lugar, Robério Paulino, que marcou 1,8%.

CHAPA PT-MDB. Freitas Júnior também falou sobre a gestão Fátima Bezerra (PT) e a chapa majoritária formada pela governadora, com foco em sua reeleição, com o presidente estadual do MDB, deputado federal Walter Alves como seu vice-governador e o presidente estadual do PDT Carlos Eduardo Alves para o Senado Federal.

“Tenho muito respeito por Fátima e sua trajetória de vida. Reconheço a situação horrível em que ela assumiu o Rio Grande do Norte e o fato de ser oposição ao presidente da República. Para se ter uma ideia, ele não manda um telegrama chamando para um evento oficial, que é obrigação de qualquer chefe de estado e de governo fazer. Mas discordo visceralmente dessa política de aliança amplíssima, acredito que o povo do RN disse que não queria Alves no palanque de Fátima, por isso que temos nossa candidatura para apresentar um programa de esquerda, progressista e que mantenha essa coerência ideológica-programática”, afirmou.

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