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Parnamirim
PSB tenta barrar candidatura de Taveira, mas juíza diz que partido não tem legitimidade
Em manifestação enviada à Justiça Eleitoral, o PSB denuncia que as atas das convenções dos partidos aliados a Taveira são praticamente idênticas, contendo inclusive os mesmos vícios de linguagem e erros de português
Redação
01/10/2020 | 18:30

O PSB, partido que apoia a candidatura de Mauricio Marques (Pros) a prefeito de Parnamirim, na Grande Natal, pediu que a Justiça Eleitoral barre a candidatura à reeleição do prefeito Rosano Taveira (Republicanos). A impugnação foi apresentada pelo presidente municipal da legenda, João Antônio Pinho do Rosário.

Em manifestação enviada à Justiça Eleitoral, o PSB denuncia que as atas das convenções dos partidos aliados a Taveira são praticamente idênticas, contendo inclusive os mesmos vícios de linguagem e erros de português. Na reclamação, a sigla enfatiza que as reuniões aconteceram em dias diferentes, sendo cada partido autônomo para tomar a sua decisão.

Para o PSB, a semelhança entre as atas evidencia que os textos foram escritos pela mesma pessoa, e posteriormente distribuídos para os partidos. “Revelando que os assuntos decididos em cada convenção já estavam pré-definidos, inclusive com definição de candidato em uma ata anterior à ata do Republicanos, que só ocorreu no último dia hábil para a realização da convenção”, escreveu o presidente da legenda.

Segundo João Antônio Pinho do Rosário, o fato é grave e, na avaliação dele, representa uma “afronta aos princípios da moralidade de uma eleição”.

Além do Republicanos, Taveira tem o apoio de outros nove partidos: Avante, Cidadania, DEM, MDB, PMN, Progressistas, PSC, PSD e PSDB.

Juíza diz que partido não tem legitimidade

Ao analisar o pedido, a juíza Ana Cláudia Braga de Oliveira, da 50ª Zona Eleitoral, afirmou que o PSB, isoladamente, não tem legitimidade para impugnar a candidatura de um adversário.

Isso porque a legenda está coligada a outros partidos no apoio à candidatura de Mauricio Marques. Só a coligação completa poderia apresentar esse pedido. Além disso, a ação foi protocolada sem a constituição de um advogado.

Apesar disso, Ana Cláudia Braga deu 24 horas para que o PSB se manifeste e, eventualmente, faça as correções necessárias para que o pedido seja analisado no mérito.

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