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Preço do petróleo tem maior alta desde 2014, mas gasolina deve subir de novo
Barril dispara após divergências na Opep+ e deve pressionar preços no mercado brasileiro, onde combustíveis sobem hoje nas refirnarias da Petrobras
O Globo
06/07/2021 | 11:59

O preço do petróleo alcançou a maior alta desde 2014, nesta terça-feira, após divergências entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus parceiros, reunidos na OPEP+. Com a disparada da cotação, é possível que a Petrobras anuncie novos reajustes nas próximas semanas.

Hoje, entra em vigor o aumento de 6,32% da gasolina nas refinarias brasileiras. Mesmo com o reajuste, o preço do combustível ainda tem defasagem de 14%, de acordo com Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos, reforçando a tendência de novas altas num futuro próximo.

O barril do óleo leve americano, o WTI, para entrega em agosto, referência nos Estados Unidos, atingiu hoje US$ 76,98, maior cotação desde novembro de 2014. Depois, perdeu um pouco o fôlego e, às 8h45 GMT (5h45 em Brasília), subia 1,92%, a US$ 76,60

Fracasso nas negociações

Já o barril de petróleo tipo Brent para entrega em setembro, referência na Europa, subiu para US$ 77,84 pela primeira vez desde o final de outubro de 2018. Às 8h45 GMT, era negociado a US$ 77,58, com uma alta de 0,54% em relação à véspera.

Países que integram a Opep + têm se reunidos desde a semana passada para avaliar um aumento na produção de petróleo. No entanto, devido a divergências os membros do grupo cancelaram a reunião marcada para ontem. Ainda não há uma nova data para um próximo encontro.

Petrobras vendeu a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada no Recôncavo Baiano, e mais sete unidades de refino, para para fundo árabe por US$ 1,6 bi. Foto: Geraldo Kosinski / Agência O Globo
Petrobras vendeu a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada no Recôncavo Baiano, e mais sete unidades de refino, para para fundo árabe por US$ 1,6 bi. Foto: Geraldo Kosinski / Agência O Globo
Primeira refinaria do Brasil, a RLAM completou 70 anos prestes a ser vendida. A unidade tem capacidade de produção de 333 mil barris/dia. Foto: Saulo Cruz / MME
Primeira refinaria do Brasil, a RLAM completou 70 anos prestes a ser vendida. A unidade tem capacidade de produção de 333 mil barris/dia. Foto: Saulo Cruz / MME
Refinaria Abreu e Lima (RNEST) iniciou suas operações em 2014. Está localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, distante 45 km do Recife, em Pernambuco. Foto: Wilton Junior / Agência O Globo
Refinaria Abreu e Lima (RNEST) iniciou suas operações em 2014. Está localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, distante 45 km do Recife, em Pernambuco. Foto: Wilton Junior / Agência O Globo
A RNEST tem capacidade de processamento de 230 mil barris de petróleo por dia. Nesta unidade, são produzidos derivados de petróleo, como nafta, diesel e gás
liquefeito de petróleo (GLP) Foto: Reprodução/Site da Petrobras
A RNEST tem capacidade de processamento de 230 mil barris de petróleo por dia. Nesta unidade, são produzidos derivados de petróleo, como nafta, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) Foto: Reprodução/Site da Petrobras
A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, tem capacidade de processamento de 33 mil m³ de petróleo por dia. Segundo fontes, os grupos Ultra, dono dos postos Ipiranga, e Raízen, associação de Cosan e Shell, estão interessados na compra Foto: Silvio Aurichio / Agência O Globo
A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, tem capacidade de processamento de 33 mil m³ de petróleo por dia. Segundo fontes, os grupos Ultra, dono dos postos Ipiranga, e Raízen, associação de Cosan e Shell, estão interessados na compra Foto: Silvio Aurichio / Agência O Globo
Localizada no município de Araucária, no Paraná, a Repar é responsável por aproximadamente 12% da produção nacional de derivados de petróleo, ente eles diesel, gasolina, GLP, coque, asfalto, e propeno Foto: Silvio Aurichio / Agência O Globo
Localizada no município de Araucária, no Paraná, a Repar é responsável por aproximadamente 12% da produção nacional de derivados de petróleo, ente eles diesel, gasolina, GLP, coque, asfalto, e propeno Foto: Silvio Aurichio / Agência O Globo
Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) está instalada em uma área de 580 hectares no município gaúcho de Canoas (RS). Foto: Divulgação
Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) está instalada em uma área de 580 hectares no município gaúcho de Canoas (RS). Foto: Divulgação
Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) fica localizada em São Mateus do Sul (PR) sobre uma das maiores reservas mundiais de xisto Foto: Divulgação
Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) fica localizada em São Mateus do Sul (PR) sobre uma das maiores reservas mundiais de xisto Foto: Divulgação
A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, região metropolina de Belo Horizonte (MG), foi inaugurada em 30 de março de 1968, com capacidade inicial de 7.200 m³/dia. Hoje, sua capacidade de processamento é de 24 mil m³/dia ou 150 mil bbl/dia Foto: Ramon Bitencourt / O Tempo
A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, região metropolina de Belo Horizonte (MG), foi inaugurada em 30 de março de 1968, com capacidade inicial de 7.200 m³/dia. Hoje, sua capacidade de processamento é de 24 mil m³/dia ou 150 mil bbl/dia Foto: Ramon Bitencourt / O Tempo
A Refinaria Isaac Sabbá (Reman) foi inaugurada em 3 de janeiro de 1957 e está localizada à margem esquerda do Rio Negro, em Manaus, estado do Amazonas. Em 31 de maio de 1974, foi incorporada ao Sistema Petrobras Foto: Reprodução
A Refinaria Isaac Sabbá (Reman) foi inaugurada em 3 de janeiro de 1957 e está localizada à margem esquerda do Rio Negro, em Manaus, estado do Amazonas. Em 31 de maio de 1974, foi incorporada ao Sistema Petrobras Foto: Reprodução
Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará, é uma das líderes na produção de asfalto no Brasil, sendo responsável por cerca de 10% da produção do produto no pais. Foto: Divulgação
Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará, é uma das líderes na produção de asfalto no Brasil, sendo responsável por cerca de 10% da produção do produto no pais. Foto: Divulgação

– A falta de acordo sobre os aumentos de produção em agosto e mais para frente deixa o mercado ainda mais deficitário do que antes – disse Neil Wilson no site Markets.com

No ano passado, o grupo cortou produção devido à queda no consumo durante a pandemia. Neste ano, os 23 países que integram a aliança concordaram em elevar a produção em 2 milhões de barris entre maio e julho.

Resistência dos Emirados Árabes

Mas ainda não havia uma definição de como seria a oferta de petróleo a partir de agosto. A estimativa é que, com a recuperação das economias globais, a demanda será 5 milhões de barris acima da verificada no primeiro semestre, segundo a Bloomberg.

Por isso, países como a Rússia e a Arábia Saudita querem ampliar a produção, condicionando essa alta à manutenção das cotas de cada membro, previstas num acordo firmado em 2020 e que vai até abril de 2022.

Mas os Emirados Árabes Unidos rejeitaram a proposta. Eles querem que qualquer aumento de produção esteja atreçado a uma atualização do acordo de cotas.

Se a situação não se resolver, o fracasso das negociações pode levar à renovação, em agosto, das cotas de produção aplicadas em julho. Na prática, isso significará não aumentar a produção, pressionando os preços.

No Brasil, a Petrobras vai reajustar de uma só vez os preços da gasolina, do diesel e do gás de botijão (GLP) a partir desta terça-feira para as distribuidoras.

No caso da gasolina, o preço médio por litro sobe 6,32%, de R$ 2,53 para R$ 2,69 nas refinarias. Assim, acumula alta de cerca de 46% desde janeiro.

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