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Estratégia
Posta tuítes sobre o BBB? Cuidado, a Globo pode lucrar com o que você publica
Os desejos foram revelados por Jorge Nóbrega, presidente executivo do Grupo Globo, em entrevista publicada nesta sexta-feira 30 pelo jornal Valor Econômico
Notícias da TV
30/07/2021 | 13:02

Após a conclusão da primeira etapa para se tornar uma empresa “media tech”, com a união da produção de conteúdo com a tecnologia, a Globo estuda novas formas de ganhar dinheiro no ambiente digital. Em breve, a empresa deve anunciar projetos para lucrar com o volume de conversas gerado pelo Big Brother Brasil no Twitter e também com as vendas de grandes empresas, como bancos e varejistas.

Os desejos foram revelados por Jorge Nóbrega, presidente executivo do Grupo Globo, em entrevista publicada nesta sexta-feira 30 pelo jornal Valor Econômico. A emissora identifica que, além dos patrocínios tradicionais com comerciais, ações de merchandising e anúncios em sites, há uma oportunidade de negócios nos tuítes.

De acordo com dados divulgados pelo Valor, entre janeiro e maio deste ano, 94% de todas as conversas no Twitter sobre televisão no país tiveram o BBB21 como tema. Durante os 100 dias que ficou no ar, o reality show apresentado por Tiago Leifert gerou mais de 380 milhões de tuítes, recorde mundial para um programa de TV.

“Temos a capacidade de gerar conversas e referências que extrapolam nosso negócio. Isso é algo que pode ser remunerado. Trata-se de um ativo imenso que temos de monetizar melhor”, defendeu o executivo.

A forma como o lucro será obtido ainda não foi definida, mas uma das intenções da empresa é oferecer ao anunciante a chance de aumentar o tempo e a exposição da publicidade para além das TVs e dos sites da Globo, com novos espaços e formas de interação.

A fome dinheiro da nova empresa, que agora atua com Globo, Globosat, Globoplay e Globo.com unificadas após a conclusão do projeto Uma Só Globo, não para por aí. A companhia pretende aumentar os ganhos através de parcerias com bancos, varejistas e empresas de serviço para criar modelos de negócio em conjunto. De acordo com Nóbrega, isso não seria algo ligado à publicidade.

“As fronteiras estão se dissolvendo, e a Globo também terá de estar na economia da transação. Quando o que fazemos gera uma transação, devemos ficar com uma parte dessa receita”, apontou o presidente executivo.

Atualmente, a emissora conta 110 milhões de contas cadastradas no chamado Globo ID, um sistema de identidade digital criado para obter o que os usuários fazem nas plataformas digitais da Globo, como GE, Gshow e Globoplay. A identidade dos perfis é mantida sob sigilo.

Mas essa inteligência artificial deve ser fundamental para o novo modelo de negócios estudado pela empresa, que entraria com o alcance de audiência, conhecimento do consumidor e a capacidade de “provocar conversas” nas redes sociais para ajudar a completar uma venda de determinada parceira. Em troca, ficaria com uma porcentagem da transação.

Nóbrega explicou que os formatos ainda estão sendo estudados, mas devem incluir modalidades de comércio eletrônico e acordos de compartilhamento de receita. “Sempre fizemos parcerias, mas queremos chegar a um novo patamar para somar a economia da atenção com a da transação. Esse é o cenário que antevemos para o futuro”, reforçou o executivo.

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