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Vigiados e averiguados
Polícia investiga denúncias de intolerância religiosa e racismo no BBB21
Nego Di, Karol Conká, Projota e Lumena Aleluia teria debochado de uma entidade religiosa de matriz africana e atrelado cunho sexual a ela em uma conversa
Notícias da TV
11/02/2021 | 17:49

A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) abriu dois inquéritos nesta quinta-feira (11) para investigar uma denúncia de intolerância religiosa contra quatro participantes do BBB21: Nego Di, Karol Conká, Projota e Lumena Aleluia. Além disso, também vai apurar outra de racismo “contra pessoas brancas”, envolvendo a psicóloga.

Em nota enviada ao Notícias da TV, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que vai solicitar imagens do reality à Globo para apurar a denúncia de intolerância religiosa realizada pelo deputado estadual Átila Nunes (MDB-RJ).

O quarteto teria debochado de uma entidade religiosa de matriz africana e atrelado cunho sexual a ela em uma conversa com Lucas Penteado. “Não me restou outra opção do que encaminhar uma denúncia ao Ministério Público dos participantes do BBB Nego Di, Projota, Karol Conká e Lumena por vilipêndio religioso, crime caracterizado no Código Penal. E pedir à Decradi para requisitar as gravações”, argumentou o político em suas redes sociais.

Em uma conversa entre os quatro, o humorista disse: “Eu xangôzei”. Ele fez uma referência ao trocadilho desrespeitoso com o orixá Xangô, presente nas religiões Umbanda e Candomblé. “Cheguei a xangôzar no quarto, véi”, completou ele, arrancando riso dos colegas.

Em seguida, a cantora também debochou. “Você falando é muito engraçado. ‘Eu chamei Xangô, véi'”, comentou a rapper, imitando os trejeitos de Lumena.

A psicóloga e DJ, que se diz adepta ao Candomblé, lembrou de uma conversa que teve com Lucas. “Eu xangôzei. Eu estou pelo certo com meu orixá, você está pelo errado. Ele está te abandonando”, afirmou a baiana. A fala foi apontada como uma irônia em relação à Umbanda, religão do ator, pelo deputado e alguns internautas na web.

“Essas cenas revoltam a todos que mantêm respeito pela fé religiosa de nosso semelhante, seja ela qual for. Como podem, quatro pessoas, todas negras, que deveriam se preocupar com o racismo –inclusive o religioso– não se preocuparem em vilipendiar a Umbanda e o Candomblé num programa de TV com repercussão nacional? Nego Di, Projota, Karol Conká e Lumena me envergonham”, disparou Átila Nunes.

Caso de racismo

Após o deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ) apresentar uma notícia-crime, a Decradi também vai apurar se uma fala de Lumena sobre Carla Diaz pode ser considerada racismo.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, Moraes publicou um vídeo do momento em que estava em frente à delegacia alegando que a baiana, que é negra, foi racista com a atriz, que é branca, no último sábado (6), após a ex-Chiquititas ganhar a prova do anjo.

“Um caso claro de racismo de duas jovens negras contra pessoas brancas. Pedimos para a Decradi apurar os fatos e se manifestar pela expulsão dela do programa. Se fosse o contrário, o que seria igualmente crime, já teriam se mobilizado para combater o racismo”, ressaltou o parlamentar.

Na ocasião, a DJ chamou a artista de “sem melanina”, “desbotada” e “olho de boneca assassina”, durante conversa com Karol Conká, que também é negra. O deputado considerou a fala pejorativa e uma ofensiva generalizada à raça branca. Ele ainda pediu a expulsão de Lumena do reality show da Globo.

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