BUSCAR
BUSCAR
Banco Master

CPI apura se empresa ligada à família de Toffoli foi usada para lavar dinheiro do Banco Master

Relator afirma que irmãos do ministro do STF foram convocados e que sigilo da empresa foi quebrado; investigação mira supostos mecanismos de lavagem e corrupção
Agora RN
26/02/2026 | 14:35

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nesta quinta-feira 26 que a comissão investiga a suspeita de que uma empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), possa ter sido utilizada para lavar recursos atribuídos ao grupo criminoso relacionado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Na quarta-feira (25), a CPI aprovou a convocação de José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro, além da quebra de sigilo da empresa envolvida.

toffoli x banco maser
CPI investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresa ligada à família de ministro do STF no caso Banco Master Foto: STF/Agencia Brasil

Em entrevista à GloboNews, o senador explicou que a linha de apuração considera a possibilidade de a empresa ter sido usada como instrumento para ocultar valores ligados ao grupo investigado. Segundo ele, a comissão busca esclarecer supostos mecanismos de lavagem de dinheiro e eventual infiltração no poder público.

Também nesta quinta, o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, autorizou que os irmãos de Toffoli não compareçam à CPI. A defesa argumentou que ambos foram convocados na condição de investigados, o que tornaria facultativa a presença.

Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações, que integrou o grupo responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e iniciou a venda de sua participação no empreendimento em 2021.

Vieira ressaltou que o ministro do STF não é alvo da investigação. De acordo com o relator, a CPI também apura possíveis hipóteses de corrupção envolvendo órgãos de fiscalização e, eventualmente, integrantes do Poder Judiciário.

Receba as notícias do RN no seu WhatsApp. Basta entrar no canal do Agora RN.