O Baobá do Poeta, árvore centenária localizada na rua São José, no bairro de Lagoa Seca, sofreu mais uma ruptura estrutural neste fim de semana. Um galho de grandes proporções se desprendeu e caiu dentro do terreno ao lado, quebrando o muro que dividia as duas propriedades.
Já no fim de semana, houve um tombamento parcial. A árvore tem 19 metros de altura.

Por causa do problema, a Defesa Civil interditou preventivamente quatro imóveis no entorno. Além disso, realizou uma poda de equilíbrio emergencial, procedimento técnico que visa reduzir o peso sobre o tronco comprometido. A ação incluiu a retirada de galhos mais pesados e a reorganização da copa, com o objetivo de minimizar riscos à integridade física de moradores, transeuntes e edificações próximas.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) ressalta que, por se tratar de propriedade privada, o responsável pelo terreno em que está o baobá já foi notificado para tomar as providências cabíveis.
Quem cuida do espaço é o advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima, imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras e proprietário, desde 1991, do terreno onde o baobá está situado.
Em maio, um dos galhos da árvore foi submetido a análises técnicas por uma equipe multidisciplinar que reúne especialistas da Ufersa, UFRN e Idema. As primeiras investigações apontaram a presença de fungos saprófitas em material seco recolhido, o que, por ora, sugere que o microrganismo pode estar se alimentando de partes mortas sem atacar tecidos vivos.