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Resgate

Pai de brasileira ferida na Indonésia relata atraso em viagem por fechamento do espaço aéreo

Juliana Marins, de 26 anos, foi localizada por drone em um penhasco de 500 metros no Monte Rinjani. Resgate foi dificultado pelo terreno e clima. Pai da jovem está retido em Lisboa.
Redação
23/06/2025 | 17:16

O pai da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, relatou nesta segunda-feira 23 que enfrenta dificuldades para chegar à Indonésia, onde acompanha as buscas pela filha, desaparecida desde sábado 21 após um acidente durante trilha no Monte Rinjani. Juliana foi localizada por um drone no domingo 22, presa a um paredão rochoso a cerca de 500 metros de profundidade.

“Estamos no aeroporto de Lisboa e, infelizmente, o espaço aéreo do Catar foi fechado. Nosso voo, obrigatoriamente, passa por Doha. Não sei o que vai ser. Não sei o que a companhia aérea vai resolver e se vamos conseguir viajar ainda hoje para lá.

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Juliana Marins foi vista por drone presa a um paredão rochoso 500 metros abaixo da trilha do Monte Rinjani, segundo autoridades da Indonésia. - Foto:

Continuamos confiando em Deus e pedindo a ele que dê uma solução para tudo. Queremos e precisamos chegar lá para poder acompanhar o resgate da Juliana”, disse Manoel Marins Filho.

O fechamento do espaço aéreo ocorreu após o Irã atacar uma base militar dos Estados Unidos no Catar, em resposta a bombardeios americanos contra instalações nucleares iranianas.

Mais cedo, Manoel também agradeceu o apoio que a família vem recebendo. “Hoje, saiu uma publicação do governo brasileiro falando que está somando esforços com o governo da Indonésia para agilizar o resgate da Juliana. Obrigado a todos que estão se mobilizando. Obrigado ao governo brasileiro, obrigado amigos, obrigado pessoas que nem conheço, mas que estão se solidarizando e apontando caminhos para que possamos trazer Juliana sã e salva, que é o que nós esperamos”, afirmou. “Espero voltar com minha filha viva.”

Segundo o Parque Nacional Gunung Rinjani, Juliana foi localizada às 6h30 da segunda-feira 23 no horário local — 17h30 de domingo 22 no Brasil. “A vítima foi localizada com o uso de um drone, em posição presa a um paredão rochoso, a uma profundidade de aproximadamente 500 metros, e visualmente sem sinais de movimento”, informou o perfil oficial do parque.

Autoridades indonésias mobilizaram duas equipes para alcançar o local e verificar um ponto de ancoragem a 350 metros de profundidade, mas duas saliências no paredão impediram a instalação. Diante disso, os socorristas iniciaram a escalada pelo trecho, enfrentando neblina e terreno instável. A visibilidade reduzida e o risco elevado obrigaram as equipes a recuar.

O governo da província de Sonda Ocidental realizou uma reunião virtual para avaliar o resgate. Segundo o Parque Nacional, o governador recomendou acelerar a evacuação com uso de helicóptero, mencionando o chamado “Tempo Dourado”, período de até 72 horas considerado crítico para resgates.

O chefe do Escritório de Mataram Basarnas informou que o uso de helicóptero é tecnicamente possível, mas depende das especificações da aeronave e das condições climáticas, que mudam rapidamente na região.

“A equipe permanece de prontidão e comprometida em continuar os melhores esforços em prol da segurança e da humanidade. A natureza deve ser respeitada, a segurança continua sendo o principal fator”, informou a administração do parque.

Segundo familiares, Juliana está há três dias sem água, comida ou agasalhos. Em mensagem publicada antes da interrupção das buscas, a família escreveu: “Conseguimos a confirmação que o resgate conseguiu localizar novamente a Juliana e está, neste momento, descendo até o local onde ela foi avistada.”

Juliana foi vista pela última vez por volta de 17h10 de sábado (horário local) em imagens registradas por drone de outros turistas. Ela aparece sentada na encosta após a queda.

A trilha do Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, chega a 3.726 metros acima do nível do mar. É considerada uma das mais difíceis do país. O passeio contratado por Juliana previa três dias e duas noites, entre 20 e 22 de junho.

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