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OUÇA: Irmão de refém diz que Lázaro achou adolescente escondida embaixo de cama após ela pedir socorro e a polícia ligar
Procurado há dez dias, criminoso é suspeito de matar família de quatro pessoas em Ceilândia. 'Ele anda só dentro do rio pra cachorro não sentir cheiro, para não deixar rastro', contou o rapaz
G1
18/06/2021 | 13:50

O filho do casal e irmão da adolescente feitos refém por Lázaro Barbosa contou sobre momentos de terror vividos pelos familiares — vídeo mostra resgate da família; assista aqui. Em áudio, o irmão disse que a garota de 16 anos estava sob a cama quando pediu ajuda aos policiais, mas que Lázaro ouviu o telefone, arrancou a jovem do local e fez com que ela e os pais saíssem com ele pelo rio. Ouça.

Lázaro está sendo procurado por policiais de Goiás e do Distrito Federal há dez dias, após matar uma família de quatro pessoas em Ceilândia (DF). O cerco de buscas é feito na região de Cocalzinho de Goiás, onde as investigações apontam que o homem está se escondendo.

O jovem relatou, em áudio, o que aconteceu com base no que ouviu dos familiares. Segundo a gravação, Lázaro abordou primeiro o pai e perguntou quem mais estava na casa, ao que o parente respondeu que estava com a esposa, omitindo a presença da filha na chácara.

“Ela [a adolescente] se escondeu debaixo da cama e avisou a polícia. No que ela avisou, a polícia ligou e o cara escutou. [Ele] Já arrancou ela debaixo da cama e mandou encher uma panelada de comida para ele”, contou o rapaz.

Ainda conforme o áudio, Lázaro mandou mãe e filha correrem na frente enquanto comia e apontava arma para o pai. Obedecendo ao que Lázaro pediu, a família seguiu andando por rio ouvindo as ordens dadas por ele:

“[Lázaro dizia] ‘Desce correndo, passa aqui, passa no cascalho, anda dentro do rio, anda dentro do ‘poção’, não anda na areia não. Se olhar para trás eu atiro’”, relatou o irmão.

Também de acordo com ele, Lázaro pediu que a adolescente tirasse a camiseta que estava usando, porque era vermelha e chamaria a atenção.

“A polícia atrás, no vácuo. O helicóptero já chegou. Ele [Lázaro] escondeu e botou folha de coqueiro em cima. […] Ele falou para o meu pai: ‘eu queria errar tiro, mas eu não erro tiro’ […] e começou a troca de tiros. A polícia afastou ele do meu pai e ele sumiu”, completou.

O resgate da família

Uma gravação feita por policiais mostrou o resgate desta família. No vídeo, a família aparece já com os policiais dentro de um rio. Em seguida, vários tiros são disparados e os agentes começam a correr para retirar os moradores do local.

Segundo o delegado Raphael Barboza, uma equipe de policiais dormiu na residência na noite anterior ao sequestro. A intenção era justamente limitar a área de atuação e a fuga de Lázaro. No entanto, a forma como Lázaro invadiu a propriedade, de acordo com o investigador, mostrou que ele acampou na mata para vigiar a casa e esperou a polícia deixar o local para agir novamente.

Pedido por socorro

De acordo com a polícia, ao ver o criminoso, a adolescente conseguiu se esconder no quarto e enviar uma mensagem à corporação, o que fez com que todos fossem resgatados sem ferimentos.

“Socorro, Lázaro está aqui em casa”, diz o texto enviado pouco antes de ser levada para o mato.
Segundo o irmão da adolescente, após receber a mensagem, o policial teria ligado para o celular dela, momento em que Lázaro ouviu e a encontrou.

O membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Cássio Thyone criticou a atitude do policial de fazer a ligação à vítima.

“Talvez, a pessoa que recebeu a mensagem não tivesse sequer a preocupação de se colocar no lugar de quem enviou a mensagem e se questionar como está a pessoa. Ele optou por ligar porque a gente sabe que a resposta é quase imediata. Às vezes, infelizmente, a decisão acaba sendo empírica de tentativa ou erro”, disse.

A TV Anhanguera entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) questionando a atitude do policial e aguarda retorno.

Durante este resgate, um policial foi baleado de raspão — ele já se recupera em casa do ferimento.

Ainda nesta ação, um policial fez uma selfie mostrando a família resgatada ao fundo e um especialista criticou a atitude.

Outra pessoa dessa família também já havia narrado a situação e comemorou o fato de todos terem sido resgatados fisicamente ilesos, apesar do medo:

“Deus livrou a vida deles. Ficou só o trauma. Está todo mundo bem”, disse.

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