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Opinião

Os motivos de o Brasil alcançar a menor taxa de desemprego desde 2015; leia opinião do AGORA RN

Confira a análise do AGORA RN sobre a queda na taxa de desemprego registrada na Pnad, pesquisa do IBGE
Redação
03/11/2023 | 05:00

No Brasil, o cenário de emprego tem mostrado melhorias significativas, marcadas por uma redução notável na taxa de desemprego, que atingiu 7,7% no terceiro trimestre do ano, o nível mais baixo desde o último trimestre de 2015. Este índice é uma queda expressiva quando comparado com os 8% do segundo trimestre do ano e os 8,7% do terceiro trimestre do ano anterior. Neste período, o número de desempregados caiu para 8,3 milhões, uma redução de 3,8% em relação ao trimestre anterior e 12,1% em relação ao terceiro trimestre de 2022, demonstrando um avanço considerável na geração de empregos.

Simultaneamente, o número de ocupados atingiu um recorde na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), com 99,8 milhões de pessoas, evidenciando não apenas a recuperação de empregos perdidos durante períodos mais críticos, como a pandemia, mas também a criação de novas vagas de trabalho. Entre os destaques desse crescimento está o aumento de empregados com carteira assinada no setor privado, que chegou a 37,4 milhões, um acréscimo de 1,6%. Este aumento é um indicativo da melhora na qualidade dos empregos e da formalização do mercado de trabalho.

Mais de 210 pessoas se inscreveram para as vagas, diz a Sine. Foto: José Aldenir/Agora RN
Taxa de desemprego caiu para 7,7%, segundo IBGE - Foto: José Aldenir / Agora RN

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou estável em 17,6%, indicando que houve pouca mudança na proporção de pessoas subempregadas ou que trabalham menos horas do que gostariam ou poderiam. No entanto, o número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, reduziu para 3,5 milhões, o menor desde setembro de 2016, apontando para uma recuperação da confiança na capacidade de encontrar trabalho.

Outro aspecto positivo observado foi o aumento do rendimento médio real dos trabalhadores, que foi estimado em R$ 2.982. Este valor representa um crescimento de 1,7% em relação ao trimestre anterior e de 4,2% frente ao mesmo período do ano passado. Além disso, a massa de rendimento total dos trabalhadores do país atingiu o maior patamar da série histórica, estimada em R$ 293 bilhões, um aumento de 2,7% em relação aos três meses anteriores.

A coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, atribui a queda na taxa de desocupação ao aumento no número de pessoas empregadas e à diminuição daquelas procurando trabalho. Ela também observou um aumento no rendimento médio em diversas categorias de emprego e na massa de rendimento real, ressaltando a maior participação de trabalhadores formais, o que contribui para esse cenário de fortalecimento do mercado de trabalho e melhoria nas condições de vida da população trabalhadora.