BUSCAR
BUSCAR
Esclarecimento
“O que eu mais quero é falar na CPI da Covid”, diz Capitã Cloroquina
Habeas Corpus impetrado no STF no domingo 16 pede que Mayra Pinheiro tenha o direito de não se autoincriminar
Metrópoles
17/05/2021 | 17:39

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, a médica Mayra Pinheiro(imagem em destaque) – conhecida como “Capitã Cloroquina” –, afirmou, nesta segunda-feira 17, em conversa com o Metrópoles, que o seu maior desejo é “falar” na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19.

Mayra negou ter entrado com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter direito de ficar em silêncio durante a comissão, assim como fez o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello.

“Eu não entrei com um processo para ficar calada, não. Eu entrei com um processo pra ter direito a levar os meus advogados. O que eu mais quero nessa CPI é falar. É exatamente o contrário. Eu tenho muito interesse de poder falar, para o Brasil, a verdade e o que eu vivo no meu trabalho. Não entrei com a intenção de ficar calada, não, até porque é uma grande oportunidade”, disse.

A secretária assegurou, ainda, que irá fazer, durante a comissão, a defesa da cloroquina – medicamento sem eficácia comprovada cientificamente no tratamento da Covid-19 – e do Trate-Cov, aplicativo lançado pelo governo federal que recomendava o chamado “tratamento precoce” a pacientes com coronavírus.

Mayra é uma das principais defensoras dos medicamentos que compõem o kit Covid, do Ministério da Saúde, o que lhe rendeu, inclusive, o apelido de “Capitã Cloroquina”.

Questionada pelo Metrópolessobre o uso da alcunha, a secretária esclareceu que “capitã é um posto oficial militar. Eu sou médica e civil e acho respeitoso e educado que me chamem de Dra. Mayra”.

No habeas corpus, impetrado na noite de domingo 16 no STF, os advogados de Mayra pedem que ela seja assistida por sua defesa durante o depoimento; que seja garantida a palavra aos advogados da médica para o exercício da defesa da servidora; o direito de Mayra não se autoincriminar; e que as partes sejam tratadas com “urbanidade” durante o depoimento.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.