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Fenômeno

Nuvem gigante chama atenção no interior do RN; Meteorologista explica formação

De acordo com meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN, Gilmar Bristot, essa condição é conhecida como nuvem rolo
Redação
06/04/2026 | 12:48

Uma nuvem de formato incomum, semelhante a um rolo, chamou a atenção de moradores e visitantes no último domingo 5, na Serra do Lima, em Patu, na região Oeste potiguar. O fenômeno foi registrado no fim da tarde, teve imagens compartilhadas nas redes sociais e despertou curiosidade sobre sua formação.

De acordo com o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, a formação é conhecida como “nuvem rolo” e está relacionada a condições específicas de umidade e relevo. No mesmo dia, foram registradas chuvas na região. “O relevo influencia na formação desse tipo de nuvem”, explica.

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As imagens circularam nas redes sociais e despertaram a curiosidade da população. Foto: Reprodução

Segundo Gilmar Bristot, o processo ocorre quando a umidade evaporada de uma superfície — neste caso, a encosta da serra — se eleva e encontra camadas de ar com temperaturas mais baixas. Esse encontro provoca a condensação da umidade, dando origem à nuvem.

“Então, essa forçante faz com que haja a formação de uma nuvem tipo arredondada, tipo um rolo mesmo, um túnel. E exatamente porque acima dessa serra você tem um vento horizontal”, completou.

Ainda de acordo com Gilmar Bristot, esse tipo de fenômeno é mais comum em áreas onde há atuação de uma “forçante”, processo físico que provoca alterações no estado da atmosfera e no sistema climático. A formação pode ocorrer tanto em regiões litorâneas quanto em áreas com relevo mais acentuado, como serras.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu três alertas de chuvas para o Rio Grande do Norte nesta segunda-feira 6, classificados como perigo potencial (amarelo), perigo (laranja) e grande perigo (vermelho), indicando previsão de fortes precipitações, ventos intensos e risco de alagamentos em diferentes regiões do Estado até o dia 11.

Os volumes podem variar de 20 mm/h a mais de 100 mm/dia, com possibilidade de quedas de energia, transbordamentos de rios e deslizamentos em áreas vulneráveis. O órgão orienta que a população evite locais de risco durante as chuvas e, em caso de emergência, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).