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Coluna
Notas e informes: Não convenceu
Redação
07/05/2020 | 03:49

A deputada federal Natália Bonavides (PT) até tentou explicar por que votou contra o projeto de auxílio financeiro para estados e municípios, na última terça-feira, mas não convenceu. A parlamentar afirmou que o voto contrário foi para defender o projeto original da Câmara – que previa um repasse maior para o RN –, porém, não havia mais possibilidade de aquele texto ser restabelecido. Havia um acordo fechado e anunciado para manter o texto do Senado.

Contra orientação

Ao votar contra o projeto de auxílio para estados e municípios, Natália Bonavides foi na direção da oposta do que havia orientado a liderança do seu próprio partido. A bancada do PT havia pedido para os deputados votarem a favor do auxílio financeiro.

7 a 1

Dos deputados do Rio Grande do Norte, só Natália Bonavides votou contra o auxílio. Os outros sete (Benes Leocádio, Beto Rosado, Fábio Faria, General Girão, João Maia, Rafael Motta e Walter Alves) votaram “Sim”.

Cenário adverso

Sempre enfático nas coletivas de imprensa diárias, o secretário adjunto de Saúde Pública, Petrônio Spinelli, ontem fez um novo alerta sobre a importância de a população potiguar manter o isolamento social. Segundo ele, o Estado está muito mais próximo de um lockdown do que da flexibilização da quarentena.

Tem razão

Em uma coisa o prefeito de Maxaranguape, Luís Eduardo Bento da Silva – que flexibilizou a quarentena em seu município no início da semana, mas que depois voltou atrás após recomendação do Ministério Público – tem razão. Com decreto ou sem decreto, o isolamento social está sendo flagrantemente desrespeitado no Estado. O objetivo das normas que ele editou, afirma, era regulamentar o comércio, que, queira ou não, está de portas abertas.

E agora?

Agora, sem as normas previstas no decreto municipal, tudo volta à situação como estava antes: as autoridades fingindo que o decreto que trata do isolamento social está sendo cumprido e a população se arriscando no comércio, que em boa parte não tem adotado cuidados como distribuição de álcool em gel para clientes e nem mantido distanciamento entre as pessoas.

Excessos

Se o MEC cometeu um excesso ao nomear para reitor do IFRN alguém que não participou da consulta à comunidade acadêmica (erroneamente chamada de eleição interna), a Justiça Federal no RN cometeu outro ao determinar ao presidente que nomeasse ainda ontem José Arnóbio Araújo.

Questão local

Goste-se ou não, é prerrogativa do presidente Jair Bolsonaro nomear qualquer um dos integrantes da lista tríplice, não necessariamente o mais votado pela comunidade acadêmica. Ao proferir decisão ontem, a Justiça colocou uma faca no pescoço do presidente e feriu esse princípio. Bastava ter determinado que fosse nomeado um dos três integrantes da lista.

Fake news?

O ministro do Desenvolvimento Regional, o ex-deputado potiguar Rogério Marinho, almeja substituir Paulo Guedes no Ministério da Economia, de acordo com análise publicada nesta quarta-feira (6) pelo site “O Antagonista”. No Twitter, Rogério chamou a publicação de “fake news”.

Pró-Brasil

Um sintoma da suposta intenção de Rogério seria o recente conflito com Guedes envolvendo o plano Pró-Brasil. Enquanto Rogério defende a ampliação de gastos, Guedes quer manter a política liberal e reduzir a participação do Estado na economia.

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