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Coluna
Notas e informes: Batedor de carteiras
Redação
30/04/2020 | 04:30

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou o desejo de colegas da Esplanada dos Ministérios de ampliar investimentos públicos para ajudar na retomada econômica a uma tentativa de “bater a carteira” do governo em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Guedes não citou diretamente nenhum ministro, mas nos bastidores ele travou duros embates com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, a quem hoje considera um desafeto. A desavença se deu porque Marinho queria aliviar regras fiscais para turbinar investimentos com dinheiro público por meio do Plano Pró-Brasil, programa que prevê ampliação de investimentos públicos em infraestrutura.

Calote I

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira que deve romper o contrato de mais de R$ 1 bilhão com empresa de Macau, na China, que não cumpriu com a entrega de 15 mil respiradores para combate a Covid-19. O dinheiro não chegou a ser liberado pela pasta.

Calote II

Com o calote, o governo federal aposta na produção nacional de respiradores. O produto é essencial para atender casos graves de pacientes do novo coronavírus. A ideia é entregar cerca de 14.100 respiradores feitos no Brasil até julho.

Sem comentários I

O ministro da Saúde, Nelson Teich, se recusou a comentar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias. Em audiência pública no Senado, o titular da pasta foi questionado sobre o comentário de Bolsonaro após o País registrar mais mortes nos informes oficiais pela Covid-19 do que a China. “Eu não vou discutir o comportamento. Mas eu posso dizer que ele está preocupado com as pessoas e com a sociedade. O alinhamento é nesse sentido”, afirmou Teich.

Troca de ministérios I

Postagens em circulação no Facebook enganam ao afirmar que o governo de Jair Bolsonaro realizou cinco mudanças de ministros em sua gestão, enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria feito 70, Luiz Inácio Lula da Silva, 74, e Dilma Rousseff, 89. Nenhuma das informações está correta.

Troca de ministérios II

Desde que assumiu a presidência, há 16 meses, Bolsonaro realizou 10 mudanças em seu quadro de ministros, e não cinco.

Troca de ministérios III

Dilma é a recordista do grupo: foram 15 alterações no primeiro escalão dos ministérios nos primeiros 16 meses de gestão, entre 2011 e 2012. Fernando Henrique realizou apenas uma mudança no mesmo período (sem contar uma troca no Banco Central), entre 1995 e 1996, enquanto Lula alterou nove vezes o seu quadro ministerial entre janeiro de 2003 e abril de 2004. Bolsonaro tem mais trocas de ministros do que ambos na comparação.

Virus Infectio

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Virus Infectio, para combater desvio de recursos públicos utilizados no enfrentamento específico ao coronavírus, no Amapá. As investigações apontaram, segundo a PF, “fortes indícios” de superfaturamento na aquisição de equipamentos de proteção individual, em pelo menos seis dos quinze itens comprados, através de contrato firmado por dispensa de licitação.

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