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Finanças
No acumulado de 2021, Natal tem 2ª maior alta no preço da cesta básica
Entres as 17 cidades analisadas, a capital potiguar já acumula um aumento de 10% no preço da cesta básica, atrás apenas de Curitiba (14,7%)
Redação
06/08/2021 | 09:12

O preço da cesta básica subiu em 15 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na comparação entre julho e junho. Natal foi uma delas, com aumento de 1,26%. E sobre a capital potiguar, há outro dado que chama atenção no estudo divulgado nesta quinta-feira, 5: no acumulado de 2021, o conjunto de alimentos teve um salto de 10% no preço, segundo maior alta da análise.

A cesta básica em Natal está hoje estimada em R$ 506,51, o que corresponde a quase metade do salário mínimo líquido. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 17,61% pra cima.

Na comparação mensal e levando em conta todas as capitais, as maiores altas foram registradas em em Fortaleza (3,92%), Campo Grande (3,89%), Aracaju (3,71%), Belo Horizonte (3,29%) e Salvador (3,27%). Em João Pessoa o conjunto de alimentos e itens essenciais teve queda de 0,7% e em Brasília de 0,45%. As cestas mais caras são a de Porto Alegre (R$ 656,92), Florianópolis (R$ 654,43) e São Paulo (R$ 640,51).

Na comparação entre julho deste ano e o mesmo mês de 2020, a maior alta foi registrada na cesta básica de Brasília (29,42%), que atualmente custa R$ 582,35. No período, a cesta básica de Porto Alegre teve a segunda maior elevação nos preços (28,5%).

Entre os produtos que impulsionaram o custo da cesta básica está o o tomate, que, em julho, teve alta em 15 capitais, sendo 39,95% em Belo Horizonte, 34,24% em Goiânia e 34,1% em Fortaleza. Segundo o Dieese, o aumento está relacionado ao frio que atrasou a maturação do fruto diminuindo a oferta.

O açúcar também teve elevação nos preços em 15 capitais em julho, com percentuais que variaram entre 8,12% no Rio de Janeiro e 1,59% em Belém. De acordo com o Dieese, o aumento nos preços acontece devido a entressafra e alta do petróleo, que estimula a produção de etanol, concorrendo com a fabricação de açúcar. O aumento das exportações foi outro fator que puxou os preços para cima.

O café foi outro item que teve alta de preço em 15 capitais, como Vitória (10,96%), São Paulo (9,88%), Campo Grande (8,77%) e Brasília (8,14%).

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