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Eleições
Ney Lopes, um político experiente que quer chegar ao Senado da República
Deputado federal por seis mandatos, advogado e jornalista coloca nome à disposição para disputar pleito majoritário de 2022
Bosco Afonso
17/11/2021 | 08:26

Ele foi um jornalista combativo na sua juventude, tornou-se advogado de grande conceito, professor universitário, procurador federal e se encantou com a política onde ocupou os cargos de vice-prefeito de Natal e deputado federal por seis mandatos, mas igualmente à maioria dos brasileiros ainda não tem candidato definido à presidência da República.

Durante os seus mandatos na Câmara Federal teve a oportunidade de presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão Mista (deputados e senadores), que aprovou o Plano Real no país, como relator da CPI dos Medicamentos propôs o remédio genérico implantado no Brasil e alcançou prestígio internacional ao presidir o Parlamento Latino Americano (Parlatino), que anteriormente havia sido presidido pelo deputado Ulisses Guimarães e pelo senador Nelson Carneiro, os três brasileiros que estiveram à frente da instituição, que hoje tem sede no Panamá.

Ele se chama Ney Lopes de Souza e é o marido de dona Abgail. Está com 76 anos de idade, mas garante ter fôlego, determinação e disposição para enfrentar campanha eleitoral. Procurado pela reportagem do AGORA RN que indagou se ele ainda tinha disposição para disputar algum cargo eletivo, Ney foi logo demonstrando como poderá ser o seu desempenho e respondeu: “Tenho total disposição. Acumulei muita experiência na vida pública em sucessivos mandatos, cargos e funções. Graças a Deus gozo de boa saúde. Percebo a gravidade do momento com a necessidade da reconstrução nacional, após a pandemia”. E complementou: “O RN conhece o trabalho que realizei como parlamentar. Em todo o período dos meus mandatos estive na lista dos 100 mais atuantes em Brasília. Não seria um estranho, nem um arrivista”.

Enquanto o entrevistado falava da disposição em enfrentar uma campanha eleitoral, a reportagem foi direto ao assunto e procurou saber se ele estaria disposto a disputar o cargo de senador e se já tinha definido o seu partido político. Ney confirmou a pretensão, justificando: “Muitos amigos me procuraram e estimulam que dispute o Senado em 2022, pela minha vivência no Congresso e ser a Casa Legislativa que cuida dos interesses da Federação. Não posso ser candidato de mim mesmo. Caso existisse no Brasil o candidato avulso, como na maioria das democracias, hoje já seria candidato. Mas é necessário ter a legenda de um partido e isso é muito difícil. Veja as dificuldades do próprio Bolsonaro”.

Mesmo entendendo que disputar a vaga no Senado se trata de uma campanha estadual, onde se faz necessário apoios municipais, o ex-deputado federal Ney Lopes diz que “A campanha que pretendo fazer seria diretamente junto ao eleitor, prestando constas do que fiz e mostrando o que posso fazer. Ganhar ou perder seria decorrência da decisão, que respeitarei”. Na mesma ocasião foi perguntado se algum partido já havia lhe oferecido legenda, o que foi confirmado: “Sim. Mais de um. Porém partidos apenas com alguns segundos no horário gratuito na TV e no rádio. Não me interessa o Fundo Partidário. Porém, é fundamental falar na propaganda eleitoral gratuita, como meio de prestar contas do que fiz e ainda poderei fazer”.

Embora em tempos áureos de sua carreira política tenha sido disputado por vários partidos políticos considerados robustos e de peso junto ao eleitorado, Ney defenestra os responsáveis pelos partidos que já estão em plena mobilização para o próximo pleito eleitoral e ao ser indagado se ainda tem esperança de obter legenda por um partido viável, diz: “Em política tudo é possível. Mas pelo que vejo, os “esquemas” “patotas” e “arranjos por debaixo do pano” já estão em marcha. Além do mais, o que ofereço é disposição de trabalhar com propostas inovadoras, o que parece não interessar aos líderes partidários. Se não disputar, ficarei de consciência tranquila, por não ter me omitido”. Questionado se o fato de já ter mais de meia dúzia de pretendentes em disputar a cadeira no Senado, ainda teria espaço para a sua candidatura, o entrevistado foi firme: “Espaço existe. Nada está definido. É difícil pelas “mordaças” partidárias. Afinal não sou um desconhecido. O Estado todo me conhece. Tenho absoluta certeza, que se chegar ao eleitor como candidato serei bem recebido. Ganhar ou perder ninguém pode garantir”.

“O governo do PT, criminosamente, acabou com o crédito educativo”

Ao falar como autor de projetos que tiveram projeção nacional, o ex-deputado Ney Lopes de Souza, mostrou euforia ao dizer que “Não dá para citar todos. Mas começo pelo crédito educativo, que criei através do projeto de lei nº 274/1975. O financiamento abrangia todos os estudantes das Universidades públicas e privadas, sem exceção, com o pagamento mensal, em média de dois salários mínimos, ajudando nas despesas com alimentação vestuário, transporte, habitação, mensalidades, livros e material acadêmico. O resgate era após dois anos da conclusão do curso, com prorrogação, juros especiais, prazo de até o dobro do tempo de graduação, em função da renda e emprego. O governo do PT criminosamente acabou o crédito educativo, substituindo pelo FIES, que excluiu até hoje os estudantes das Universidades públicas. Essa mudança permitiu que algumas universidades privadas incluíssem alunos ‘fictícios’ e assim recebessem valores fraudados. O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou descalabro e ‘rombo bilionário’. Os contratos firmados nos governos Lula e Dilma, revelaram fraudes e ‘passivo’ de mais de 55 bilhões de reais. A minha luta seria o retorno do crédito educativo, como propus em 1975, com ajustes necessários”.

Confessando sua frustração de não ter conseguido levar adiante a sua pretensão em fazer com que o Rio Grande do Norte integrasse o trecho ferroviário da Transnordestina, Ney Lopes relata: “Não se compreende que a ferrovia Transnordestina esteja em construção e o RN continue excluído do seu trajeto. Transcrevi nos anais da Câmara dos Deputados, o estudo técnico do professor Marcos Caldas, do núcleo de logística integrada e sistemas, da Universidade Federal Fluminense, graduado em Londres e autoridade mundial em ferrovia. Ele conclui pela total viabilidade da inclusão do RN no percurso de 355 km e recomendou o prolongamento da ferrovia, através do Vale do Açu e Mossoró. Infelizmente não contei com apoio. À época todos fizeram ‘ouvido de mercador’ para agradar a Lula, o então presidente. Até hoje, silêncio sepulcral”.

Para o pretenso candidato ao senado Ney Lopes, o aproveitamento da área do Grande Natal é considerado ‘a joia da coroa’ para proporcionar o desenvolvimento do estado, e depois de fazer relatos históricos e justifica: “Na 2ª Guerra Mundial, o ‘Grande Natal’ foi o apoio dos aliados na defesa de possíveis ataques vindos da Europa e África, em direção aos Estados Unidos e o Canal do Panamá. No século XXI, este é o local para a implantação de um polo exportador e turístico, com a expansão do comércio, geração de milhares de empregos, aumento do contingente consumidor, da arrecadação de ISS/ICMS e receita pública do Estado e municípios. Não há melhor posição geográfica estratégica, do que o Grande Natal. Estamos perdendo mais uma vez”.

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