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Fim de ano
Natal, Ano Novo e o luto: como lidar com a saudade de quem partiu?
Psicóloga do luto orienta a resignificar tudo aquilo que lembra o ente querido na passagem dessas datas tão importantes, usando as boas memórias como alicerce para o novo caminho
Redação
15/12/2020 | 07:03

Para muitas pessoas, a chegada do fim de ano é sinônimo de confraternização, festa e alegria, entre os amigos, familiares e colegas de trabalho. Já para outras, a época traz sentimentos de saudade, tristeza e até melancolia. Principalmente para aqueles que perderam um ente querido neste ano de pandemia e não tiveram a oportunidade de realizar os rituais de despedida.

De acordo com a psicóloga do Grupo Vila, Mariana Simonetti, por se tratar de um ano em que estamos passando por uma pandemia nunca imaginada, temos a vivência de um luto coletivo. “Da mesma forma que tivemos que buscar alternativas de vivência dos rituais de despedida, antes permitidos presencialmente e agora só à distância, como nos velórios online, faremos com o Natal e Ano Novo”, afirmou.

“Devido ao aumento dos casos de Covid-19 no Rio Grande do Norte, vivenciaremos um final de ano em que a necessidade do distanciamento social continua presente. Porém esse distanciamento não deve ser afetivo. Visando à segurança de todos, o suporte às famílias enlutadas deve acontecer diante do que é permitido no momento, pois essa é a realidade que estamos vivenciando”, pontuou.

Mariana explica que cada pessoa vive o luto de uma maneira própria. Ainda assim, a tristeza nesse período é considerada normal. “O Natal e Ano Novo são datas bem marcantes, é comum sentir falta de um familiar que faleceu, principalmente, quando esses momentos são de encontro e celebração entre familiares, que contavam com a participação do falecido”, explicou.

Mesmo sendo uma situação difícil, é possível lidar com a saudade e ajudar a quem sente que não é justo celebrar essas datas, por exemplo, com alguém tão querido em falta. Segundo Mariana, a introspecção do enlutado é uma das reações mais comuns. “Aquela pessoa não vê mais sentido nas comemorações e fica reclusa. Cabe aos demais familiares e amigos compreender esse sentimento, que é válido, porém mostrar a pessoa que a tristeza e a solidão não são o melhor caminho”, explicou.

O processo do luto é delicado e pessoal, mas, independente da fase em que ele esteja, é necessário ressignificar tudo aquilo que lembra o ente querido. Uma das formas de fazer isso é usando as boas memórias como alicerce desse caminho, para que ele não seja tão doloroso. “É necessário que a pessoa enlutada sinta que a pessoa que partiu não foi esquecida nesse ambiente festivo, pois isso é o que muitas vezes incomoda o enlutado”, esclareceu Mariana Simonetti.

Por mais difícil que todo esse processo seja, tanto os enlutados, quanto as pessoas ao seu redor, têm a chance de criar outra perspectiva de lidar com a perda e essa redescoberta não necessariamente precisa ser solitária. “As festividades também devem ser encaradas como um tempo de acolhimento nos encontros em família”, finalizou a psicóloga.

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