A mulher agredida pelo namorado no último sábado 26 dentro de um elevador, em um condomínio de Natal, falou pela primeira vez sobre o caso em entrevista ao programa Balanço Geral RN, da TV Tropical. Ainda com hematomas e emocionalmente abalada, ela revelou que não consegue lembrar o que o agressor dizia no momento da violência: “Eu não apaguei, mas também não estava consciente o suficiente para me lembrar o que ele falou naquele momento”.
As imagens do ataque, que circulam nas redes sociais, mostram o homem identificado como Igor Cabral desferindo dezenas de socos contra a vítima, que aparece no chão sem reagir. Segundo o relato, o agressor, com quem ela se relacionava há quase dois anos, já havia demonstrado comportamento violento antes, com episódios de empurrões, agressões psicológicas e exposições nas redes sociais. “Ele me tratava de forma rude, me culpava pelas atitudes dele, mas eu nunca pensei que ele seria capaz disso”, desabafou.

O episódio teria começado após uma discussão na área da piscina do condomínio, quando o agressor jogou o celular da vítima na água após ver uma mensagem. O ataque aconteceu no elevador, depois que ela recusou sair do local por temer algo pior. “Ele disse que eu ia morrer e começou a me bater”, contou.
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O agressor foi preso em flagrante e segue detido preventivamente. A vítima vai precisar passar por uma cirurgia de reconstrução facial. “A cirurgia já está sendo providenciada. Desde já o meu muito obrigada ao Dr. Kerlisson e ao seu residente da bucomaxilo que estavam no politrauma do Walfredo no sábado passado”, escreveu uma amiga dela em publicação nas redes.
Juíza não conseguiu assistir ao vídeo completo da agressão: “Não teve estômago”
De acordo com a vítima, a juíza responsável pela audiência de custódia não conseguiu assistir ao vídeo completo da agressão por não suportar as imagens. “Ela não teve estômago para ver o vídeo todo e deixou ele preso”, afirmou.
A mulher, que preferiu não se identificar, disse que está focada em se recuperar e em retomar sua vida, além de esperar justiça. “Quero que ele pague por tudo que fez, e que nenhuma mulher passe por isso. Eu tinha acabado de começar a trabalhar, há cerca de duas semanas, e parei tudo por causa dessa violência”.