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Protesto
Myanmar: manifestantes rejeitam reivindicação do Exército sobre apoio
Oponentes do golpe militar de 1º de fevereiro estão profundamente céticos com as garantias, dadas pela junta em entrevista ontem, de que haverá uma eleição justa e que cederá o poder
Reuters
17/02/2021 | 12:21

Centenas de milhares de pessoas marcharam em Myanmar nesta quarta-feira (17), rejeitando a afirmação do Exército de que o público apoia a deposição da líder eleita, Aung San Suu Kyi, e prometendo que não recuarão da tentativa de derrubar o regime militar.

Oponentes do golpe militar de 1º de fevereiro estão profundamente céticos com as garantias, dadas pela junta em entrevista terça-feira 16, de que haverá uma eleição justa e que cederá o poder, apesar de a polícia ter apresentado uma acusação adicional contra Suu Kyi.

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, que está detida desde o golpe, agora enfrenta a acusação de violar a Lei de Gerenciamento de Desastres Naturais, além de acusações de importação ilegal de seis rádios walkie talkie. Sua próxima audiência está marcada para 1º de março.

“Amamos a democracia e odiamos a junta”, disse Sithu Maung, membro eleito do partido Liga Nacional pela Democracia (NLD), de Suu Kyi, a dezenas de milhares de pessoas em Sule Pagoda, local central de protestos de Yangon, a principal cidade do país. “Precisamos ser a última geração a passar por um golpe”.

O general de brigada Zaw Min Tun, porta-voz do conselho governista, disse na entrevista dessa terça-feira que 40 milhões, dos 53 milhões de habitantes, apoiam a ação dos militares.

Sithu Maung respondeu: “Estamos mostrando aqui que não estamos nesses 40 milhões”.

O partido de Suu Kyi venceu com facilidade a eleição de 8 de novembro, como esperado, mas o Exército alega que houve fraude, diz que sua tomada de poder está alinhada com a Constituição e que continuará comprometido com a democracia.

Uma manifestante que se identificou como Khin mostrou-se desdenhosa. “Eles disseram que houve fraude eleitoral, mas vejam as pessoas aqui”.

O golpe que abreviou a transição instável do país sul-asiático rumo à democracia motiva manifestações diárias desde 6 de fevereiro. A manobra também atraiu críticas do ocidente, e a acusação adicional contra Suu Kyi provocou indignação dos Estados Unidos.

Embora a China tenha adotado uma postura mais branda, na terça-feira seu embaixador em Myanmar refutou as acusações de que seu país apoia o golpe. Apesar disso, manifestantes também se reuniram diante da embaixada chinesa.

Zaw Min Tun não deu, na entrevista, um cronograma para a realização de eleições, mas disse que o Exército não ficará no poder por muito tempo.

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