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Mercado
Mutação do coronavírus continua afetando bolsas internacionais
A mesma cepa do vírus foi detectada na Itália, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Austrália, mas não há evidências de que seja mais letal ou resistente a vacinas contra a covid-19
Estadão
22/12/2020 | 08:03

As bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira, 22, mantendo a tentativa de recuperação que se observa desde a abertura dos negócios, embora persistam preocupações sobre a cepa mais infecciosa do coronavírus identificada no Reino Unido. Contribuem para a melhora do sentimento a aprovação pelo Congresso americano de uma pacote fiscal bilionário e indicadores britânicos e alemães melhores do que o esperado.

O Reino Unido permanece no centro das atenções, após a descoberta de uma variante do coronavírus até 70% mais contagiosa levar ao menos 40 países a suspender o tráfego de voos e de trens, assim como interromper rotas comerciais, com os britânicos. A mesma cepa do vírus foi detectada na Itália, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Austrália, mas não há evidências de que seja mais letal ou resistente a vacinas contra a covid-19.

Às 6h56 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,92%, a 390,26 pontos, revertendo parte do tombo de 2,3% do pregão anterior.

Durante a madrugada, o Congresso dos EUA aprovou um novo pacote de estímulos, de US$ 900 bilhões, para combater os efeitos da pandemia do coronavírus na maior economia do mundo, fator que ajuda a sustentar o apetite por risco na Europa. Para ser implementado, o pacote depende agora da sanção do presidente Donald Trump.

A busca por ações nos mercados europeu também vem na esteira de indicadores do Reino Unido e da Alemanha. O Produto Interno Bruto (PIB) britânico teve desempenho melhor do que o esperado no terceiro trimestre de 2020, com alta de 16% ante o trimestre imediatamente anterior e queda de 8,6% ante igual período do ano passado, segundo revisão divulgada hoje. Já o índice GfK de confiança do consumidor alemão caiu pelo terceiro mês seguido na previsão para janeiro, mas ficou acima das expectativas.

Por outro lado, continuam no radar as intrincadas negociações entre Reino Unido e União Europeia para o fechamento de um acordo comercial pós-Brexit. O prazo final para um acerto é o próximo dia 31.

Também às 6h56 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,20%, apagando perdas do começo da sessão, enquanto a de Frankfurt avançava 1,03% e a de Paris se valorizava 0,93%. Já em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,92%, 1,02% e 0,65%, respectivamente.

No câmbio, a libra caía a US$ 1,3431, de US$ 1,3456 no fim da tarde de segunda, recuperando-se parcialmente após a revisão do PIB do Reino Unido, enquanto o euro cedia a US$ 1,2209, de US$ 1,2236 na mesma comparação.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça, à medida que o surgimento de uma cepa mais infecciosa do coronavírus e suas implicações econômicas pesaram com mais força nos negócios.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 1,04% em Tóquio, a 26.436,39 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,71% em Hong Kong, a 26.119,25 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,62% em Seul, a 2.733,68 pontos, e o Taiex registrou queda de 1,44% em Taiwan, a 14.177,46 pontos.

Os mercados chineses, que ignoraram o noticiário sobre a covid-19 no pregão anterior, migraram para o vermelho hoje. O Xangai Composto teve perda de 1,86%, a 3.356,78 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto, de 1,76%, a 2.264,48 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom negativo da Ásia, e o S&P/ASX 200 caiu 1,05% em Sydney, a 6.599,60 pontos, também em reação a desanimadores dados locais sobre confiança do consumidor.

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