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Coluna
Ministro puxa-saco de Bolsonaro atacou a governadora Fátima apenas para agradar o chefão
Confira a coluna de Alex Viana desta sexta-feira 25
Alex Viana
25/06/2021 | 09:20

Oportunismo
Maior adversário do presidente Jair Bolsonaro nas eleições do ano que vem, o PT governa o Rio Grande do Norte e aqueles que são considerados baba ovo do presidente da República no Estado não poderiam deixar de aproveitar a presença do capitão aqui ontem para satisfazerem o chefe.

Sem razão
Foi o que aconteceu. O ministro Fábio Faria, malhado nacionalmente por ser notório puxa-saco do presidente — uma vergonha política para o RN —, do nada, atacou a governadora Fátima Bezerra, sem eira nem beira, sem nenhuma razão que justificasse, apenas para agradar o chefão.

Bolha
Fábio foi votado no RN, mas mora em São Paulo e agora, como ministro, passa mais tempo em Brasília. Vive na bolha do poder. Há muito tempo desconhece a realidade do Estado. Daí quando vem com o presidente ao RN, usa de oportunismo para agradar o chefe, sem sequer saber o que se passa por aqui.

Narrativa
Fábio disse que a governadora era uma mentirosa e “cara de pau”, desenterrando um assunto diversas vezes desmentido pelo governo, no melhor do estilo imponha sua narrativa, palavra aliás que o ministro adora.

Desgraça
Não tenho procuração para defender ninguém, mas é lamentável a forma de se fazer política nos dias atuais, quando não se pensa no bem comum, na união de esforços em favor do Estado. Aqui no RN, joga-se a política do ‘quanto pior melhor’desde que a desgraça do outro nos favoreça.

Escrúpulos
Em vez de atacar a governadora, que enfrenta um estado atrasado, quadro que o pai de Fábio, Robinson Faria, antecessor dela, não conseguiu mudar, o ministro deveria oferecer as mãos a Fátima, assim como o restante da classe política, para matar a fome dos milhares de miseráveis que perambulam à margem de qualquer política pública que os atendam e os dignifiquem. É isso.

De mal a pior
Metade do eleitorado brasileiro avalia negativamente o governo Jair Bolsonaro, e menos de um quarto se mostra satisfeito com ele, segundo pesquisa de opinião do instituto Ipec, publicada nesta quinta.

Aumento
Desde fevereiro, a parcela da população que considera a gestão ruim ou péssima teve aumento expressivo, de 39% para 50%. Já os que a consideram boa ou ótima diminuíram de 28% para 23%.

Desaprovação
Além de pedir aos entrevistados que avaliassem o governo como um todo, o Ipec também perguntou se aprovam ou desaprovam a forma como Bolsonaro conduz o País e se confiam ou não no presidente. Os que desaprovam somavam 58% em fevereiro e passaram para 66% agora, enquanto o nível de desconfiança subiu de 61% para 68%. Apenas 30% aprovam o desempenho pessoal de Bolsonaro e confiam nele.

Mulheres
O nível de insatisfação com o governo é maior entre as mulheres – 55% o consideram ruim ou péssimo, ante 44% dos homens.

Renda
Entre as quatro diferentes faixas de renda, não há diferenças significativas na avaliação negativa, com no máximo dois pontos porcentuais acima ou abaixo dos 50% gerais.

Regiões
Já o recorte regional mostra diferenças significativas. As maiores taxas de ruim ou péssimo estão no Nordeste e no Sudeste, que empatam nos 52%. O Norte e o Centro-Oeste têm 43% de insatisfeitos, e o Sul, 42%.

Evangélicos
Entre evangélicos, o governo é considerado bom ou ótimo por 29%, e ruim ou péssimo por 42%. Os católicos, por sua vez, somam 22% e 50%, respectivamente.

Efeito estendido
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 24, estender os efeitos da declaração de suspeição do ex-juiz Sergio Moro a outros dois processos da Lava Jato envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): o do sítio de Atibaia e o da doação do terreno para sediar o Instituto Lula.

Parcialidade
A decisão individual foi tomada um dia após o plenário da Corte bater o martelo sobre a parcialidade de Moro na ação penal do triplex do Guarujá, que levou o petista à prisão por 580 dias e o deixou de fora das eleições de 2018. O ex-presidente havia sido condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso.

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