O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (11) que o governo federal não pretende interferir nas decisões da Petrobras, mesmo diante da forte alta no preço internacional do petróleo.
A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, existe um “equívoco” na interpretação de que o governo federal do Brasil atua diretamente nas decisões da estatal.

“Há um equívoco, quando se dirige à Petrobras, ao falar que o governo vai interferir na Petrobras. A Petrobras é uma empresa que tem governança”, afirmou.
A fala ocorre em meio à escalada no preço internacional do petróleo, que tem pressionado os mercados globais e gerado preocupação com possíveis impactos nos combustíveis.
Antes da intensificação das tensões no Oriente Médio, o barril da commodity era negociado em média a cerca de US$ 73. Na última semana, no entanto, a cotação chegou a se aproximar de US$ 120 — patamar que não era registrado desde 2022.
O cenário está ligado ao agravamento do conflito na região e às ameaças de bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem por onde circula aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
A valorização do barril ampliou a diferença entre os preços praticados no mercado internacional e os valores observados nas refinarias brasileiras. Mesmo sem anúncios recentes de reajuste por parte da Petrobras, consumidores já enfrentam aumentos em alguns postos de combustíveis.
Isso ocorre porque parte do combustível vendido no país é importada ou produzida por refinarias privadas, que costumam reagir com mais rapidez às variações do mercado global, repassando essas oscilações ao mercado interno.