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“Meu Seridó” segue para SP após apresentação no Teatro Riachuelo
Consagrado espetáculo da produtora Casa de Zoé chega ao palco do Teatro Riachuelo na próxima sexta-feira; em seguida, elenco segue para temporada em São Paulo
Redação
25/06/2022 | 07:00

O espetáculo teatral “Meu Seridó” resolveu debater o sertão do Rio Grande do Norte em uma crônica leve e divertida. Com produção da Jorge Elali Produções, o consagrado espetáculo da produtora Casa de Zoé chega ao palco do Teatro Riachuelo na próxima sexta-feira, 01 de julho (ingressos no site uhuu.com).

“Meu Seridó” nasceu do desejo da atriz Titina Medeiros de investigar o seu lugar de origem, a região do Seridó potiguar. No início era um espetáculo solo, feito para caber numa mala e ser apresentado em alpendres e terreiros de comunidades rurais. Com a chegada do dramaturgo Filipe Miguez e do diretor César Ferrario, no entanto, o espetáculo foi mudando de proposta e o que era solo passou a contar com cinco atores. Desde a estreia em 2017, foram 36 profissionais envolvidos e mais de 70 apresentações.

O espetáculo tem como objetivo proporcionar ao público um passeio imaginário e delirante por este lugar arcaico e mítico que é o Seridó. Um território nostálgico de arengas e amores. Em apenas uma hora, dez mil anos passarão diante dos olhos atentos da plateia. Tudo, é claro, com muito humor, música e boas doses de reflexão. O projeto Palco Natal tem o patrocínio da Prefeitura do Natal, através da Lei Djalma Maranhão, e conta com o incentivo da Arena das Dunas.

À Cultue, Titina e César falaram sobre a origem do espetáculo e sobre a nova rodada da aventura. Confira:

Revista Cultue – Como surgiu a ideia de montar o ‘Meu Seridó’?

Titina Medeiros – Surgiu por um desejo meu, porque eu estava completando 40 anos de idade e queria voltar para a minha terra, mas não podia fazer isso fisicamente. Esse voltar tinha a ver com abordar as questões do Seridó e eu mesma conhecer mais sobre a história dos meus antepassados. Minha vontade inicial era fazer um espetáculo solo e pequeno, para fazer nos alpendres dos sítios, pois tenho essa memória da contação de histórias. Mas cresceu e tomou outro rumo.

Cultue – O espetáculo traz um passeio pelo Seridó potiguar, assim como um debate sobre a relação do humano com a terra. Por que abordar essas questões?

Titina – Nós falamos sobre essa relação do homem com a terra no Seridó porque Filipe Miguez (dramaturgia), quando foi visitar o Seridó, assim imagino, a primeira coisa que chamou a atenção dele foi a própria natureza. Digo isso porque no prólogo os personagens são a terra, os astros, o céu, a chuva, o sol, tudo aquilo que ele se impregnou quando chegou no Seridó. A terra muito presente, assim como a falta de água. A partir disso, o homem se colocando em cima dessa terra. Desde os povos originários, e anteriormente os homens primitivos com as inscrições rupestres. Então essa relação vem desde o início da peça. Ao falar das coisas do Seridó, não só da história como do machismo, resolvemos falar também sobre o desmatamento. Hoje, existe no Seridó um desmatamento enorme para se fazer lenha. Não tinha como não criar uma relação do homem com a terra.

Cultue – ‘Meu Seridó’ também teve uma temporada online durante a pandemia. Como foi passar a mensagem do teatro presencial para as câmeras?

César Ferrario – Foi um grande desafio transpor a obra do palco para o vídeo, porque entendemos que o teatro é feito essencialmente para a presença do público. Mas a pandemia nos impôs uma situação nova e adversa, onde era necessário buscar outros caminhos para a permanência da linguagem e para manter vivo o vínculo com o público. Juntamente com o cineasta Carito Cavalcanti e com toda a equipe, fomos encontrando meios e buscando equivalência de linguagens. Tivemos um público bem generoso no espaço virtual.

Cultue – O espetáculo já passou por reformulações e agora o elenco vai invadir o palco do Teatro Riachuelo. O objetivo é continuar levando o projeto para mais lugares e, assim, atingir mais pessoas?

César – A reformulação que o espetáculo passa representa um cuidado necessário depois de tanto tempo guardado. Os materiais, figurinos, cenários estavam com as marcas do período em que ficaram parados. No último mês, retomamos os ensaios. Toda a parte da encenação permanece original. Agora, temos esse presente que é ir para o Teatro Riachuelo. É importante dizer que essa apresentação tem um simbolismo maior porque marca a partida do espetáculo para o Sudeste. Depois da apresentação no Teatro, o caminhão já será carregado e seguirá para São Paulo. Lá, permaneceremos um mês em temporada no Teatro do Sesi da Avenida Paulista.

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