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Dados
Mesmo com auxílio emergencial, natalenses perderam 14% da renda mensal
Natal foi a terceira cidade do Nordeste com maior queda, ficando atrás somente de Salvador (19,17%) e Aracajú (15,43%). Grande parte desse índice foi provocado, sobretudo, pela paralisação do turismo e do comércio
Redação
19/12/2020 | 11:03

O auxílio emergencial foi primordial para minimizar os efeitos da pandemia e para evitar que a redução de renda e o aumento da pobreza fossem ainda mais alarmantes em todo o país. Ainda assim, em Natal, a renda mensal per capita diminuiu de R$1.557 em 2019 para R$1.339 em agosto de 2020, uma queda de 14%, segundo o Boletim Desigualdades nas Metrópoles – Edição especial Covid-19, produzido pelo Observatório das Metrópoles e publicado nesta quinta-feira, 17. A pesquisa utiliza os dados do PNAD Contínua referente ao ano de 2019 (1ª visita) e do PNAD-COVID19, referente ao mês de agosto de 2020.

Natal foi a terceira cidade do Nordeste com maior queda, ficando atrás somente de Salvador (19,17%) e Aracajú (15,43%). Grande parte desse índice foi provocado, sobretudo, pela paralisação do turismo e do comércio, as duas grandes potências da região. Ainda de acordo com a pesquisa, sem o auxílio emergencial a diminuição da renda poderia ter sido ainda mais profunda, com uma queda de 23,8%.

Além de ter segurado um pouco a renda da população, os benefícios federal, estadual e municipal também foram os responsáveis por reduzir a taxa de pobreza, que caiu de 28% em 2019 para 18,9% em agosto de 2020. Isso porque, em alguns casos, os valores de R$600 e R$1.200 elevaram o ganho das famílias natalenses que, anteriormente, recebiam menos que R$450 mensais, critério adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa vive na pobreza.

“A principal conclusão do estudo é que está muito claro que o auxílio fez efeito, protegeu os mais pobres e cumpriu o papel de salvaguardar a renda dos mais vulneráveis, isso fez com que a pobreza caísse, o que pode passar a ideia de um cenário positivo. Porém, o cenário é extremamente negativo, pois ocorreu uma forte perda de renda na população”, afirmou André Salata, pesquisador do Observatório das Metrópoles Núcleo Porto Alegre e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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