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Economia
Mercados internacionais têm queda com segunda onda de covid nos EUA e na Europa
Em Wall Street, os índices S&P 500 e Dow Jones terminaram em queda superior a 1%, depois de a cidade de Nova York anunciar novo fechamento das escolas para ensino presencial
Estadão
19/11/2020 | 08:22

A maioria das Bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira, 19, seguindo a baixa vista em Nova York nas horas finais da sessão de quarta-feira, 18, à medida que as contaminações do novo coronavírus nos Estados Unidos aumentam e causam novas medidas de restrição social. O temor dos efeitos econômicos desta nova tendência de lockdown suplantou o otimismo com a eficácia de 95% da vacina da Pfizer e da BioNTech.

Em Wall Street, os índices S&P 500 e Dow Jones terminaram em queda superior a 1%, depois de a cidade de Nova York anunciar novo fechamento das escolas para ensino presencial. Os Estados Unidos confirmam mais de 100 mil diagnósticos todos os dias há duas semanas.

“As preocupações com o impacto de curto prazo do recente aumento nos casos ofuscaram desenvolvimentos positivos adicionais na frente de vacinas”, disseram Prakash Sakpal e Nicholas Mapa, do ING em um relatório.

Bolsas da Ásia

Desta forma, o índice Nikkei, de Tóquio, terminou em queda de 0,36%, aos 25.634,34 pontos, o PSE, de Manila, cedeu 0,77%, aos 6.997,62 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,71%, aos 26.356,97 pontos. A Bolsa de Taipei caiu para 13.722,43 pontos (-0,37%)

Em Seul, o Kospi subiu levemente, aos 2.547,42 pontos (+0,07%), com força de ações de montadoras como Hyundai (+0,30%) e Kia Motors (+1,0%).

Na China, por sua vez, os mercados seguiram o otimismo dos últimos dias, em meio à percepção de que o país será menos afetado com uma segunda onda da doença. O índice Xangai Composto subiu a 3.363,09 pontos (+0,47%) e o Shenzhen Composto subiu a 2.381,88 pontos (+0,63%).

Bolsas da Europa

A pandemia de covid-19 mantém as Bolsas europeias em terreno negativo na manhã desta quinta-feira. O movimento vem sendo visto nos últimos dias a despeito de notícias cada vez mais encorajadoras sobre as vacinas contra o coronavírus – as mais recentes são a de que o imunizante da AstraZeneca/Oxford apresentou uma robusta resposta entre os mais velhos e que a Pfizer submeterá na sexta-feira, 20, sua pesquisa à US Food and Drug Administration (FDA) para aprovação.

Pesam sobre o mercado, no entanto, informações de curto prazo, como a morte de mais de 250 mil americanos por causa da doença – o maior volume por país do mundo – e o cálculo do Instituto Internacional de Finanças (IIF, na sigla em inglês) de que governos e empresas pegaram US$ 15 trilhões a mais em empréstimos nos primeiros nove meses de 2020, o que o jornal britânico Financial Times classificou como um “tsunami de dívida”. Os temores renovados de que o aumento de casos no Hemisfério Norte implique em quarentenas mais duras deixam os investidores paralisados.

Às 6h43, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres perdia 0,90%, a de Frankfurt cedia 0,92% e a de Paris tinha baixa de 0,83%. Milão mostrava desvalorização de 0,38%; Madri recuava 0,83% e Lisboa caía 0,58%. No mercado cambial, o euro era comercializado a US$ 1,1832, de US$ 1,1857 do fim da tarde de ontem, e a libra era cotada a US$ 1,3224 ante US$ 1,3271 da véspera.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo estenderam as perdas no início desta manhã, após sinal misto durante a madrugada, à medida que o temor referente ao aumento da covid-19 no Hemisfério Norte se amplia. Os investidores monitoram o noticiário referente às vacinas, mas ponderam que elas demorarão a chegar à população em geral. Às 6h57 (de Brasília), o barril do Brent para janeiro recuava a US$ 43,99 (-0,79%), na Intercontinental Exchange, e o WTI para igual mês cedia a US$ 41,49 (-1,24%), na New York Mercantile Exchange (Nymex).

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