O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), anunciou nesta segunda-feira 23 que o Mercado da Redinha vai permanecer aberto por tempo indeterminado. A declaração foi feita na Câmara Municipal de Natal, durante a leitura da mensagem anual.
Reinaugurado em 2024, o mercado ficou fechado na maior parte de 2025 enquanto aguardava o processo de concessão à iniciativa privada. Em dezembro de 2025, a prefeitura anunciou a reabertura temporária para atender o público na alta temporada do turismo. A expectativa era que o local fechasse no domingo 22 e só reabrisse em definitivo com o operador privado. Mas, com a decisão do prefeito, o mercado seguirá aberto até lá, sob gestão pública.

“Já foi autorizado. Ele vai continuar aberto. Isso não impede da gente estar trabalhando a concessão. É um mercado muito bonito para a nossa cidade, turismo, e a gente não poderia fechar”, afirmou o prefeito.
O Mercado da Redinha ficou fechado por dois anos e meio para receber obras de quase R$ 30 milhões. O espaço foi reaberto no fim de 2024 para um festival gastronômico, mas voltou a fechar após poucos dias de funcionamento. Depois da pressão de comerciantes, o local voltou a abrir em 7 de fevereiro, fechando novamente em 9 de março.
Após nove meses de atividades suspensas, em 22 de dezembro de 2025 o espaço foi reaberto para uma operação temporária de dois meses. A gestão está a cargo da Prefeitura do Natal, em parceria com o Sistema Fecomércio – que ofereceu capacitação aos permissionários e está levando atividades de cultura e lazer ao espaço.
Permissionários enfrentam dificuldades financeiras e cobram prioridade da Prefeitura para a reabertura definitiva do mercado. Durante o fechamento do espaço, os comerciantes receberam um auxílio emergencial mensal de R$ 1.200, considerado insuficiente diante dos custos e prejuízos acumulados.
Consulta à comunidade
A intenção da Prefeitura do Natal é que o Mercado da Redinha tenha operação da iniciativa privada, mas o processo de concessão está interrompido por causa da decisão da Justiça Federal.
Em julho, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou que a gestão municipal realizasse uma Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) com a comunidade tradicional da Redinha antes de dar sequência ao projeto.
A comunidade tradicional da Redinha é composta por ribeirinhos, pescadores e pequenos empreendedores locais.
Depois da consulta formal à comunidade, será realizado o processo de concessão à iniciativa privada.
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