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Violência
Médico simula exame físico para passar pênis em paciente dentro do consultório
Ortopedista de 36 anos simulou exame físico para abusar da vítima. Mulher gritou e foi socorrida por enfermeiras. Caso ocorreu em Iporá
Redação
21/06/2021 | 13:35

Um médico de 36 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Iporá (GO) por violação sexual mediante fraude, após simular um exame físico numa paciente, com a intenção de abusá-la sexualmente. O caso ocorreu no dia 31/5 deste ano e a vítima, uma mulher de 46 anos, precisou gritar por socorro, quando ela estava esfregando o pênis ereto nela.

Toda a situação ocorre dentro do consultório do médico, no hospital onde ele trabalha, na cidade do oeste do estado. Segundo o relato da vítima feito ao delegado Igor Moreira, que atua na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), ela foi socorrida por enfermeiras e outros médicos do local que adentraram o consultório, assim que ouviram os gritos. Ela estava, visivelmente, abalada, de acordo com as testemunhas.

O médico suspeito de cometer o abuso sexual é ortopedista. Durante uma consulta, ele informou que faria um exame físico e pediu que um paciente se virasse para procurar nódulos atrás nas costas dela. Em determinado momento, ele solicitou que ela colocasse uma das mãos para trás. Nesse instante, ela diz que algo de pulso estranho, mas o telefone do consultório tocou, interrompendo o que estava acontecendo.

O ortopedista atendeu o telefone, disse que ainda não havia terminado a consulta, trancou a porta do local e voltou-se para um paciente, pedindo que ela colocasse a segunda mão para trás. Segundo o delegado, o médico investigado é mais alto que a vítima. O relato dela informa que, ao colocar as duas mãos para trás, ela começou a sentir ele esfregando o pênis em suas costas.

“Ela se virou e viu que o médico estava com o pênis para fora da calça. Ficou muito angustiada, nervosa e começou a gritar por socorro ”, conta Igor Moreira.

A investigação foi concluída com o indiciamento do ortopedista relacionado a esse caso específico, mas no decorrer da investigação outras suspeitas surgiram. Uma enfermeira ouvida pelo delegado disse que há três anos, também, foi assediada pelo mesmo médico.

Ela disse ter sido chamada pelo ortopedista em seu consultório e, quando abriu a porta, o encontrou com o pênis para fora da calça e chamando-a para fazer atos sexuais. A enfermeira disse que não participaria daquilo e fechou a porta. Nas semanas seguintes, o médico seguiu ligando, insistentemente, para ela.

“Percebemos que esse caso de 31 de maio não foi um caso isolado. Iremos buscar, ainda, outras vítimas e testemunhas de crimes sexuais cometidos pelo mesmo médico, e a Polícia Civil já representou pela suspensão do exercício da medicina desse médico, de forma temporária, o que está aguardando decisão judicial ”, informa o delegado.

Uma cópia integral da pesquisa foi remetida ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) para que seja instaurado o processo disciplinar por infração ético-profissional. A identidade do médico não foi divulgada pela Polícia Civil.

Como a Polícia Civil de Goiás não divulgou o nome do médico, não foi possível ao Metrópoles entrar em contato com sua defesa.

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