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Coluna
Cristiano Ronaldo se livra de duas garrafas de Coca-Cola e presta grande serviço à humanidade
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta quinta-feira 17
Marcelo Hollanda
17/06/2021 | 09:09

Um pequeno gesto que vale muito

Não interessa o comportamento pregresso de Cristiano Ronaldo fora dos campos. Esta semana ele prestou um grande serviço à Humanidade ao afastar duas garrafas de Coca Cola durante uma coletiva de imprensa e aproximar outra de água mineral do mesmo fabricante.

O gesto aparentemente banal custou US$ 4 bilhões à empresa, que viu seu valor de mercado sair de US$ 242 bilhões para US$ 238 bilhões em apenas 30 minutos. Na Bolsa, as ações da Coca cotadas a US$ 56,10 foram parar no US$ 55,22 depois que CR encerrou sua entrevista.

Mais do que a desventura para uma marca poderosa, a ação do português liquidou com mentiras históricas promovidas durante décadas por este e outros carbonatados.

A mais famosa delas é que refrigerantes matam a sede, uma falácia conhecida de outras gerações que cresceram habituadas a ver a garrafa suada sendo despejada goela adentro de um jovem suado depois de um exercício extenuante.

Como a cerveja estupidamente gelada, sendo que nesse caso também estupidamente adoçada, a Coca não foi feita para matar a sede e sim dar prazer com uma fórmula cuja mudança faz sucesso há 135 anos.

Foi quando o farmacêutico americano John Pemberton misturou noz-de-cola, extrato de folhas de coca e água e inventou um ícone das bebidas e da publicidade em torno dela.

Só que ao afastar as duas garrafas de plástico da mesa e trazer para junto de si uma de água mineral, Cristiano Ronaldo recusou – mesmo pago a peso de ouro – a promover 70 gramas de açúcar, vinte a mais do que o consumo diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde para duas inocentes garrafinhas.

Cristiano também deu um exemplo de como devem se comportar ídolos do esporte em dias tão avessos como os atuais em que líderes apostam no erro como método.

Dona de inúmeras marcas, a Coca Cola também passou maus bocados durante a pandemia e o consumo de seu principal produto é hoje comercializado em micro recipientes para cumprir apenas uma função primordial: saciar o prazer imediato em doses homeopáticas.

Em 2019, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), que reúne 58 fabricantes, entre eles Coca-Cola, Ambev e Heineken, assinou um protocolo se comprometendo a reduzir o açúcar de seus produtos até o ano que vem.

Gestos como o de Cristiano Ronaldo, cinco vezes premiado como o melhor do mundo, ajudam muito nesse esforço, acredite.

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