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Literatura
Manoel Negreiros lança livro “A história da ponte de Igapó”
Obra é um documento minucioso de mais de 20 anos de pesquisa
Cinthia Lopes (texto reduzido)
25/06/2022 | 07:00

A Ponte de Igapó sempre foi motivo de fascínio e curiosidade por ser uma das grandes construções da virada do século XX. Erguida graças ao sonho de um brasileiro e à tecnologia de engenharia e técnicos ingleses, a ponte de ferro começou a ser construída em 1912 e entregue em 1916, como modelo e bases rigorosas para manter-se durável até hoje. Entretanto, por um erro de avaliação acabou sendo desativada e vendida como ferro-velho no início da década de 70.

O equívoco tirou do cotidiano natalense uma das mais bonitas estruturas a interligar a zona Norte ao Centro. Toda essa saga, da construção aos dias de hoje, pode ser fielmente conhecida nesta biografia definitiva “A História da Ponte de Igapó”, do engenheiro, pesquisador e professor do IFRN, Manoel Fernandes de Negreiros Neto. O livro será lançado no dia 14 de julho, das 17h às 22h, no Iate Clube de Natal.

A obra editada pela Editora Appris reúne 25 anos de pesquisa do autor, busca de livros e documentos no exterior e até ida à sede da empresa Cleveland Bridge Company. Trata-se de uma investigação tão minuciosa que é considerada pelo autor como “quase arqueológica”. São 500 páginas recheadas de detalhes técnicos, projetos originais e várias fotografias antigas, a maioria inéditas. A publicação foi organizada pelo autor em capítulos, alguns mais técnicos voltados para engenheiros, porém a maior parte é dedicada aos leitores em geral. “É um livro para quem gosta de História e mistérios”, definiu o autor.

A ponte foi uma empreitada do engenheiro brasileiro João Júlio Proença, construída pelos ingleses da Cleveland Bridge e projetada por um francês, o engenheiro Georges Imbault. Se hoje a ponte de ferro é sucata na paisagem, ela foi no passado fundamental para o desenvolvimento da cidade. De passagem ferroviária passou a rodoferroviária até ser desmantelada na década de 70, quando então construíram a outra, de concreto.

O objetivo do livro é contar, de forma mais fiel, a história desse monumento tombado pelo setor de patrimônio do Estado. Assim como provocar um debate na busca de soluções para o futuro do monumento, que está ameaçado de cair. E, segundo o autor, contribuir com uma futura implantação da disciplina de História da Engenharia no currículo universitário. “Os arquitetos estão bem mais avançados pois existe uma cadeira de História no curso de Arquitetura. Já os engenheiros não têm esse privilégio. Costumo dizer que se existisse uma formação nessa área, os engenheiros do DNIT, na década de 70, não teriam tentado vender a ponte como ferro-velho”, disse Manoel.

A ideia de escrever o livro surgiu na década de 1990. “Trabalhei na construção dos galpões para o Grupo Guararapes em Extremoz e passava pela ponte diariamente. Ficava admirado com os detalhes, os arcos, rebites e pilares. É uma obra maravilhosa para qualquer engenheiro, e eu decidi que queria saber mais”, conta. E ao se deparar com as informações poucas e desencontradas, decidiu iniciar sua própria pesquisa. “Foi algo que beirou a obsessão. Mas uma obsessão boa. Sou um engenheiro civil com espírito de historiador, acabei me tornando um investigador no processo”, contou o autor.

Manoel Fernandes de Negreiros Neto é engenheiro civil, mestre em estruturas e construção civil pela UFRN. Tem especialização em gestão de negócios e avaliações e perícias de engenharias. Professor do IFRN e escritor. Para adquirir o livro, basta acessar o site www.manoelnegreiros.com ou entrar em contato pelo WhatsApp (84) 9982-1658.

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