Em 2023, mais de 33 mil crianças menores de 10 anos foram internadas em hospitais públicos no país por causa de quedas, conforme dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Entre os motivos dos acidentes, estão escorregões, tropeços ou passos em falso, quedas de escadas; quedas da cama e quedas de árvores ou mobílias, além de ocorrências em parques e playground.
O presidente da SBP, Clóvis Constantino, destaca a importância dos cuidados preventivos para evitar acidentes e proteger a integridade física das crianças. Ele contou, inclusive, que os eventos não deveriam se chamar acidentes, pois são evitáveis. “São situações que, na maioria das vezes, ocorrem por falta de previsibilidade. Cada canto da casa e outros espaços, como escolas e playground, podem conter um risco a ser reconhecido e eliminado. Pais e responsáveis no geral devem buscar orientações e adotar estratégias eficazes para garantir a segurança das crianças”, recomendou.

Segundo a pediatra Frankyleide Gomes, para impedir possíveis acidentes, deve-se evitar deixar crianças sozinhas na cama, principalmente as menores de dois anos, e evitar distrações, como o uso de celular, quando se estiver cuidando destas.
Para ela, outro fator que contribui para o aumento dos números é uma maior preocupação dos pais e responsáveis com as consequências das quedas, o que faz com que eles busquem os serviços de saúde logo após os acidentes. “Antes, as crianças caíam e os pais botavam gelo e não faziam mais nada. Hoje, as crianças caem e os pais levam logo para o hospital. É por isso, também, o aumento do número”, afirmou.
A entidade alertou ainda que, de 2014 a 2023, o número de internações nessa mesma faixa etária por quedas superou a marca de 335 mil casos. De acordo com o SBP, a faixa etária dos 5 aos 9 anos concentra o maior número de registros: 197.567 internações. Na sequência, estão crianças de 1 a 4 anos, com 111.567 internações; e crianças com menos de 1 ano, com 26.413 internações.