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Política

Lula reúne Hugo Motta e líderes da Câmara em jantar para reaproximação política

Encontro marca início de nova fase de articulação do governo em meio às definições do cenário eleitoral de 2026
Redação
04/02/2026 | 11:35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promove, nesta quarta-feira 4, um jantar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários com o objetivo de fortalecer o diálogo entre o Palácio do Planalto e a Casa Legislativa.

De acordo com a agenda oficial, o encontro está marcado para as 19h, na Granja do Torto, residência de campo da Presidência da República, em Brasília.

hugo motta e lul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A reunião será utilizada pelo presidente para dar início a um processo de intensificação da articulação política do governo, em um momento considerado estratégico, marcado pela definição do calendário legislativo e pelas discussões em torno das estratégias eleitorais para 2026.

Além de estreitar a relação institucional, o jantar busca melhorar o ambiente para a tramitação e votação de projetos de interesse do Executivo no Congresso. O encontro também serve como sinalização para possíveis alianças estaduais, tendo em vista as eleições previstas para outubro deste ano.

A iniciativa ocorre após um período de desgastes na relação entre o Planalto e a presidência da Câmara. Em 2025, o governo e o Legislativo protagonizaram embates relevantes, como os impasses envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Projeto de Lei da Dosimetria, que ampliaram as tensões entre os dois Poderes.

Pautas prioritárias

Em mensagem enviada ao Congresso Nacional nesta semana, o governo federal elencou como prioridades para este ano a extinção da escala de trabalho 6×1, sem redução salarial, e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

O presidente também destacou a necessidade de agilidade na análise do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, firmado em 17 de janeiro, que ainda depende da aprovação dos parlamentos dos países envolvidos.