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Mundo

Justiça espanhola arquiva investigação de assédio contra Julio Iglesias

Tribunal conclui que Espanha não tem jurisdição sobre denúncias envolvendo fatos ocorridos no Caribe e vítimas estrangeiras
25/01/2026 | 17:42

O Tribunal Superior da Espanha decidiu encerrar a investigação preliminar que apurava acusações de assédio contra o cantor Julio Iglesias. A Corte entendeu que o país não possui competência legal para analisar o caso, já que os supostos crimes teriam ocorrido fora do território espanhol.

A apuração teve início no dia 5 de janeiro, após denúncia apresentada pela organização Women’s Link Worldwide em nome de duas mulheres que afirmaram ter trabalhado em propriedades do artista no Caribe. Segundo o Ministério Público, os fatos relatados teriam acontecido na República Dominicana e nas Bahamas, locais onde Iglesias mantém residências.

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Cantor Julio Iglesias teve investigação preliminar arquivada pela Justiça da Espanha Foto: Divulgação

Os promotores também destacaram que as denunciantes não são cidadãs espanholas nem residem na Espanha, o que reforça a ausência de jurisdição do Judiciário do país. A decisão foi embasada em entendimentos da Suprema Corte espanhola, que restringem a aplicação do princípio da jurisdição universal — mecanismo que permite julgar determinados crimes cometidos fora do território nacional.

Com o arquivamento, a promotoria informou que o caso poderá ser analisado por autoridades de outros países, como República Dominicana ou Bahamas, caso haja interesse das partes envolvidas.

As denúncias tiveram origem em uma investigação conjunta da Univision com o jornal espanhol elDiario.es. As mulheres alegaram ter trabalhado por cerca de dez meses, em 2021, em condições consideradas degradantes nas residências caribenhas do cantor.

Em manifestação pública, Julio Iglesias negou as acusações. O artista afirmou que as alegações são falsas e declarou nunca ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher, classificando o episódio como motivo de profunda tristeza.