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Crime

Justiça do Rio autoriza apreensão de menor apontado como articulador de estupro coletivo

Agentes iniciaram as buscas para localizar o menor, que está foragido
Redação
05/03/2026 | 19:13

A Vara da Infância e da Juventude da Capital expediu, nesta quinta-feira, 5, um mandado de busca e apreensão contra o adolescente de 17 anos apontado pela Polícia Civil como articulador de um estupro coletivo contra uma menina de 17 anos. O crime ocorreu no dia 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Agentes iniciaram as buscas para localizar o menor, que está foragido.

A decisão judicial ocorreu após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) alterar seu posicionamento sobre o caso. Na quarta-feira, 4, a 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude Infracional havia representado contra o adolescente por ato infracional análogo ao crime, mas não solicitou a internação provisória — medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo. Na ocasião, quatro homens maiores de idade foram denunciados pelo estupro coletivo da adolescente de 17 anos.

acusados saem predio
Justiça do Rio autoriza apreensão de menor apontado como articulador de estupro coletivo - Foto:

Nesta quinta, 5, o MPRJ solicitou à Justiça a internação provisória do investigado. O pedido foi motivado por uma comunicação do delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), sobre o surgimento de uma segunda vítima que também atribui ao menor participação em um episódio de violência sexual.

Nova vítima

A segunda vítima, que atualmente tem 14 anos, procurou a polícia para relatar um abuso ocorrido em agosto de 2023. Na época, ela tinha 14 anos. Em depoimento, a mãe da jovem afirmou que o crime foi cometido por três homens, dos quais dois já foram identificados no caso de Copacabana: o adolescente e Mattheus Martins, de 19 anos.

De acordo com o relato, a menina foi atraída para uma emboscada. “A vítima relata o mesmo modus operandi. Ela já tinha ficado com o menor, confiava nele e ele a atraiu para o imóvel, que era do Mattheus”, disse o delegado Ângelo Lages.

A vítima contou que foi até a casa do menor e, ao chegar, encontrou três pessoas no local. Ela afirmou que foi para o quarto com o adolescente enquanto os outros dois homens ficaram na sala. Durante o beijo, os outros homens bateram na porta. Segundo o documento da polícia, o menor perguntou à vítima se os amigos podiam entrar e alegou que um deles pagaria o carro de aplicativo para ela voltar para casa, com o objetivo de coagi-la a abrir a porta.

Em seguida, o adolescente teria tirado a roupa da vítima “contra sua vontade” e iniciado o abuso. O relato afirma que os outros homens abaixaram a calça e que Mattheus deu um tapa no rosto da jovem e ordenou que ela fizesse sexo oral. A vítima também afirmou que os agressores bateram em seu rosto e deram socos em suas costelas durante o estupro, que durou cerca de 1h30. Ela contou que chorou durante todo o ocorrido e que os três “riam do que faziam”.

A Polícia Civil informou que o episódio apresenta o mesmo modus operandi do caso investigado em Copacabana, incluindo a forma como as vítimas foram atraídas para o encontro. Para os investigadores, os elementos reforçaram a necessidade de uma nova análise sobre a situação do adolescente.