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Investigação

Justiça decreta prisão preventiva de tutora de pitbull após morte de trabalhador em Extremoz

Vítima, de 62 anos, foi atacada dentro de residência onde prestava serviço; Ministério Público já apresentou denúncia
Redação
10/04/2026 | 16:54

A Justiça decretou a prisão preventiva da tutora do cão da raça pitbull envolvido no ataque que terminou com a morte do trabalhador Francisco Paulo da Silva, de 62 anos, em Extremoz, na Grande Natal. O caso ocorreu no dia 6 de março, dentro da residência da investigada, onde a vítima havia sido contratada para realizar um serviço de limpeza.

A informação foi confirmada pelo advogado Jânio Alves, do escritório Alves & Rodrigues, que atua no caso. Segundo ele, a investigação já teve avanço no processo. “No processo em que estou atuando, já houve avanço relevante, inclusive com a decretação da prisão preventiva”, afirmou.

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Trabalhador morreu após ataque de pitbull dentro de residência em Extremoz - Foto: Reprodução

De acordo com o advogado, o Ministério Público já ofereceu denúncia à Justiça por entender que os elementos colhidos até agora na investigação são suficientes para o avanço do caso no âmbito criminal. “O Ministério Público já ofereceu denúncia ao juízo, ou seja, entendeu que já existem elementos suficientes colhidos na investigação até aqui”, explicou.

Agora, cabe ao juiz analisar se recebe ou não a denúncia. Somente após esse eventual recebimento é que a ação penal passa a tramitar formalmente.

O advogado afirmou que o oferecimento da denúncia não encerra as apurações. “É importante destacar que as investigações podem continuar, caso surjam novos elementos ou seja necessário complementar algum ponto. Isso é normal, especialmente em casos mais complexos”, disse.

Sobre outros desdobramentos, o advogado informou que existem apurações em curso em procedimentos próprios, mas não detalhou o conteúdo porque o caso tramita em segredo de justiça.

Francisco Paulo da Silva morreu após ser atacado pelo pitbull na perna direita, ainda dentro do imóvel onde prestava serviço. Segundo informações da Polícia Civil, ele sofreu grande perda de sangue e morreu no local.

Em nota, a corporação informou que investiga o que teria motivado a ação da mulher presa. A apuração teve novo rumo após uma testemunha apresentar fotos, áudios e capturas de tela de conversas atribuídas à investigada. Segundo a polícia, esse material aponta a suspeita de que ela teria provocado a situação que terminou na morte da vítima.

A Polícia Civil informou ainda que a prisão preventiva da tutora foi decretada por suspeitas de que ela tenha permitido o ataque por razões xenofóbicas e racistas.

No relato inicial prestado à polícia, a mulher afirmou que o animal estava preso em um quarto da residência e teria atacado o trabalhador após conseguir abrir a porta.

A corporação informou que, no momento do ocorrido, apenas a investigada, a vítima e o cão estavam na casa, e que era a primeira vez que Francisco realizava serviços no endereço. O celular da suspeita foi apreendido nas primeiras diligências e passará por análise. Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação e novas diligências estão sendo realizadas para esclarecer completamente os fatos.