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Investigação

Justiça de Santa Catarina acata 35 pedidos nas investigações da morte do cão Orelha

Segundo a investigação da Polícia Civil, Orelha foi agredido em 4 de janeiro
Redação
12/02/2026 | 21:55

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) acatou 35 pedidos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para ampliar as investigações sobre atos análogos a maus-tratos envolvendo os cães Orelha e Caramelo e crimes de coação e ameaça relacionados a episódios ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o cão Orelha foi agredido em 4 de janeiro. No dia seguinte, moradores o encontraram e o levaram ao veterinário, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Justiça de Santa Catarina acata 35 pedidos nas investigações da morte do cão Orelha
Justiça de Santa Catarina acata 35 pedidos nas investigações da morte do cão Orelha - Foto: Reprodução

O despacho judicial foi assinado na terça-feira 10. Entre as medidas autorizadas está a exumação do corpo do animal.

Os pedidos visam aprofundar a apuração de atos infracionais atribuídos a adolescentes, incluindo furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos a animais.

O juiz André Milani adiou a análise do pedido da Polícia Civil para internação do adolescente apontado como suspeito da morte do cão. Segundo ele, a decisão será tomada “a se considerar a devolução de todos os procedimentos investigatórios à autoridade policial para realização de diligências objetivando a melhor apuração dos fatos”.

O magistrado autorizou a identificação em diversos depoimentos, a oitiva de novas testemunhas, a reinquirição de veterinários, esclarecimentos técnicos sobre o estado de saúde dos animais e a exumação do corpo de Orelha.

A Secretaria da Comunicação de Santa Catarina informou que a perícia será realizada pela Polícia Científica. No exame, o MPSC solicitou verificação de lesões, fraturas, indicação se os ferimentos seriam recentes e registro fotográfico da perícia.

O Ministério Público também questionou os critérios utilizados para apontar apenas um adolescente como autor dos maus-tratos, apesar da presença de outras pessoas nas imagens analisadas, além de pedir esclarecimentos sobre possíveis omissões, contradições em depoimentos e a identificação de um suposto policial citado em áudio anexado pela defesa.

Outro ponto envolve investigação de furto qualificado em um quiosque da Praia Brava. O juiz determinou coleta e juntada de imagens do arrombamento e dos danos ao estabelecimento, obtenção de vídeos de câmeras de segurança, geolocalização dos celulares dos adolescentes e identificação da origem das gravações compartilhadas entre testemunhas.

Também foi ordenado que a polícia esclareça quais imagens foram apresentadas aos adolescentes durante depoimentos para reconhecimento de pessoas.

Sobre suspeitas de injúria e ameaça, o magistrado determinou apresentação de vídeos mencionados por testemunhas, novos depoimentos — incluindo o da mãe de um dos adolescentes — e juntada integral das gravações de monitoramento.

Por fim, a decisão exige que a autoridade policial organize e entregue todo o material audiovisual de forma completa e detalhada, indicando os trechos considerados relevantes e realizando outras diligências necessárias.