BUSCAR
BUSCAR
Violência
Justiça condena empresário e namorada por agressão a um idoso no Recife
Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos, foi filmado agredindo um idoso de 61 anos que trabalhava como flanelinha
Redação
03/09/2020 | 16:35

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou a aplicação do fisioculturista Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos , e a namorada dele, Edylla Katharine de Oliveira Carneiro, por lesão corporal grave. O processo é referente à agressão sofrida por um idoso de 61 anos, que trabalhava como flanelinha, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, em dezembro de 2018. A ação foi filmada por câmeras de segurança e causou revolta pelo País. O juiz Ivan Alves de Barrros, da 8ª Vara Criminal da Capital, foi o responsável pela sentença condenatória.

Uma coluna Ronda JC teve acesso à íntegra da sentença. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Bruno e a namorada agiram e premeditado porque uma vítima, William José de Souza, teria se desentendido com Edylla anteriormente. O idoso foi atacado com murros e rampas e perdeu vários dentes. A agressão aconteceu em frente ao edifício onde a namorada de Bruno ainda morava com o ex-marido. Na época, a vítima afirmou que “Se não tinha corrido, ele teria me matado” .

Dias após o fato, Bruno foi preso preventivamente . Ele permaneceu cerca de sete meses no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

À Justiça, o afirmou que como agressões foram cometidas porque a namorada era agredida verbalmente pelo idoso. Bruno teria tentado um diálogo com a vítima, que também o teria desrespeitado. Ainda no depoimento, disse “que quando estava já estava em cima de William e teve uma reação espontânea de parar; que parou quando ocorreu que tinha agido de forma desproporcional e que não tinha buscado o seu direito da forma correta”.

“As informações colhidas confirmam que o acusado agrediu covardemente à vítima, tendo-se ainda registro desse fato em vídeo. Ressalto que essas fatos se deram em virtude de desavença existente entre a vítima William José e a acusada Edylla, que alegou ter sofrido um aborto após essa discussão. Nenhum laudo médico foi juntado pela Defesa a fim de comprovar que Edylla esteve grávida ou teve sofrido um aborto. Os depoimentos e interrogatórios demonstram que o acusado Bruno não tinha qualquer contato com a vítima William e que o seu ataque de fúria foi originado pela instigação e informações repassadas Edylla “, afirmou o juiz, na sentença.

Bruno Nunes Elihimas foi condenado a quatro anos de prisão em regime semiaberto. Como já esteve preso entre dezembro de 2018 e julho de 2019, o juiz concedeu a progressão de pena para o regime aberto.

Já Edylla Katharine de Oliveira Carneiro, que desde o início responde ao processo em liberdade, foi condenada a dois anos e oito meses de prisão. Como é ré primária e a pena é inferior a quatro anos, o magistrado também determinou que ela cumpra a pena em regime aberto.

Sem regime aberto, como determina a lei, os condenados podem trabalhar durante o dia. À noite, devem permanecer reclusos em casa.

*Com informações do Jornal do Comércio

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.