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Caso Orelha

Jovem citado no caso do cão Orelha quebra silêncio e diz que Justiça comprovou sua inocência

Em vídeo nas redes sociais, Igor Zampieri nega envolvimento na morte do cão Orelha e afirma que a investigação comprovou sua inocência
Redação
26/06/2026 | 09:43

Após cinco meses sem se manifestar publicamente, Igor Zampieri, de 18 anos, voltou às redes sociais para falar sobre o caso da morte do cão Orelha, registrada em janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis (SC). Em um vídeo publicado em um perfil criado recentemente, o jovem afirma que permaneceu em silêncio por determinação das autoridades durante a investigação, nega ter participado do crime e diz que sua inocência foi reconhecida com o arquivamento do procedimento pela Justiça.

Na gravação, Igor afirma que decidiu falar após o encerramento da investigação. Segundo ele, durante todo o período em que seu nome esteve associado ao caso, sofreu ataques nas redes sociais e foi condenado pela opinião pública antes da conclusão das apurações.

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Igor Zampieri publicou um vídeo nas redes sociais para comentar pela primeira vez o caso da morte do cão Orelha -Foto: Reprodução/ Redes Sociais

“Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino. Meu nome é Igor Zampieri, eu acabei de fazer 18 anos. Pessoas que não me conhecem, pessoas que não sabem quem eu sou, que nunca escutaram a minha versão”, declarou.

O jovem também explicou por que permaneceu sem conceder entrevistas ou fazer manifestações públicas desde o início da repercussão.

“Até aqui, eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa, porém só estava respeitando o processo que foi pedido pelas autoridades, que ficasse em sigilo. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído.”

Segundo Igor, durante a investigação sua imagem foi amplamente compartilhada na internet.

“Minha foto circulava pela internet. Meu nome era compartilhado em grupos de WhatsApp. Pessoas me julgavam sem me conhecer, sem jamais ter ouvido a minha versão, sem jamais saber o que realmente aconteceu.”

Em outro trecho do vídeo, ele nega qualquer participação na morte do animal.

“O mais difícil para mim de tudo isso é que as pessoas me julgavam de algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria.”

Igor também afirma que as conclusões da investigação afastaram seu envolvimento no caso.

“Mesmo depois das autoridades terem analisado tudo, da Justiça ter arquivado o processo e ficado provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino.”

Ao explicar por que resolveu publicar o vídeo, o jovem declarou:

“Então eu vim aqui falar, porque se durante cinco meses falaram de mim, chegou a minha vez.”

Na gravação, ele também faz referência à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para discutir o caso, embora o trecho divulgado não detalhe seu posicionamento sobre os trabalhos da comissão.

Caso ganhou repercussão internacional

A morte do cão Orelha ocorreu em janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis, e provocou forte repercussão nas redes sociais, mobilizando entidades de proteção animal, autoridades e milhares de internautas no Brasil e no exterior.

Inicialmente, o caso ganhou notoriedade após surgirem suspeitas de que o animal teria sido agredido até a morte. A ampla divulgação das investigações levou à identificação e exposição de pessoas apontadas nas redes sociais como possíveis responsáveis, entre elas Igor Zampieri.

A repercussão também motivou manifestações públicas, cobranças por respostas das autoridades e a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar o episódio. Durante meses, o caso permaneceu entre os assuntos mais comentados nas redes sociais, alimentando debates sobre maus-tratos a animais e os riscos do julgamento antecipado na internet.

Segundo Igor, a investigação foi concluída e o procedimento acabou arquivado em relação a ele, mas, mesmo após esse desfecho, ele afirma continuar sendo alvo de ataques e acusações nas redes sociais.

Até o momento, o vídeo representa a primeira manifestação pública do jovem desde que seu nome passou a ser associado ao caso.