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Artigo de luxo
Inflação: carnes ficam 38% mais caras em 12 meses; veja como economizar
Para economizar, consumidor deve diversificar fontes de proteína e dar preferência às carnes de segunda
O Globo
11/06/2021 | 14:27

O preço das carnes continua sendo um dos principais vilões das compras de supermercado, e já acumula alta de 38% em 12 meses, após ter registrado um aumento de 2,24% em maio, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para economizar, o consumidor deve diversificar as fontes de proteína e dar preferência às carnes de segunda, que também ficaram mais caras, mas são mais baratas. E, cozidas da maneira certa, podem resultar em pratos saborosos.

— Todos os cortes de bovinos têm o seu valor e são próprios para tipos diferentes de prato. E, por incrível que pareça, as carnes de segunda, com mais gordura, são as que têm registrado o maior aumento de preços, por causa da exportação — explica André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

Entre as chamadas carnes de segunda estão cortes como o acém e o músculo, além da costela e da fraldinha. Por serem mais duras, essas carnes são mais indicadas para pratos cozidos ou assados lentamente.

A carne moída, de acém ou patinho, também é uma solução eficiente, principalmente se for misturada a vegetais ricos em proteína, como ervilha e brócolis, que ajudam a carne a render mais e deixar a refeição ainda mais nutritiva.

Se for fazer bife, a nutricionista Vanessa Suaid recomenda cortar a carne na transversal em relação às fibras e usar chapas ou frigideiras de alumínio ou ferro, sem antiaderente. O ideal é que sejam bifes finos, que possam ser grelhados mais rápido, sem perder o líquido interno.

Outras opções bovinas mais em conta são o fígado, a língua e a rabada, ricos em nutrientes.

Para Vanessa, é importante variar as fontes de proteína, já que cada alimento possui nutrientes diferentes.

— No ovo, por exemplo, encontramos maior concentração de colina (vitamina do complexo B), diferentemente da carne vermelha ou frango. A carne suína também é rica em nutrientes e é uma importante fonte de vitamina B6, que ajuda o organismo a metabolizar a proteína e os carboidratos e a produzir energia durante os exercícios, por exemplo. Já o frango é uma excelente fonte de ferro, fósforo, cobre, zinco, manganês e selênio, benéfico para a saúde da tireoide.

Entre opções mais baratas estão o carré de porco e a sobrecoxa de frango, que têm um valor mais baixo do que o peito. Comprar o frango inteiro também é uma forma de economizar.

Aves e ovos registraram alta de 13,66% em 12 meses.

Os pescados, por sua vez, registraram queda de 1,11% nos preços em maio, em relação ao mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de apenas 2,15%, abaixo da média da inflação no país.

Sardinha, cavalinha e trilha tendem a ser opções mais baratas.

Já entre as fontes vegetais de proteínas, Vanessa sugere a tradicional combinação de arroz e feijão, além de nozes e soja.

— A soja é única, porque contém todos os aminoácidos de que precisamos, assim como a carne. Outros bons vegetais para fornecer proteínas são as leguminosas, como feijão, grão de bico e lentilha. O resultado pode ser ainda melhor se elas foram combinadas na mesma refeição. Quando a gente ingere os dois, não tem diferença entre consumir isso ou carne para a ingestão de proteínas.

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