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Saúde

Infectologista explica quando a virose deixa de ser leve

Segundo Marise Reis, uma semana após o Carnaval, casos de viroses respiratórias aumentaram
Redação
26/02/2026 | 05:09

Uma semana após o Carnaval, o aumento de casos de viroses respiratórias levou a infectologista Marise Reis a orientar a população potiguar sobre o momento adequado para buscar atendimento médico. Segundo ela, as aglomerações típicas do período facilitam a disseminação de vírus respiratórios, agravada pelo período chuvoso, quando as pessoas tendem a permanecer mais próximas.

“O Carnaval acaba sendo uma oportunidade para facilitar a disseminação dos vírus respiratórios, porque tem a ver com a proximidade das pessoas”, afirmou, em entrevista à TV Tropical.

Marise Reis
Infectologista Marise Reis - Foto: TV Tropical

De acordo com a médica, os quadros são, na maioria das vezes, benignos. Os sintomas iniciais incluem tosse, dor de garganta, coriza e febre. A tendência é que, após três dias, a febre ceda e o mal-estar diminua gradualmente. “Após o terceiro dia a febre vai passar e ele tende a ir melhorando”, disse. Caso não haja melhora depois desse período, a recomendação é procurar avaliação para descartar complicações como pneumonia ou envolvimento do trato respiratório inferior.

Para gestantes e idosos, a orientação é diferente. “A gestante e o idoso não devem esperar, devem ir logo”, afirmou. Esse grupo pode ter indicação de antiviral, especialmente diante de suspeita de influenza. Crianças com histórico de asma também devem ser avaliadas precocemente, para evitar agravamento ou broncoespasmo.

Marise destacou que, embora apenas uma parcela dos casos evolua para quadros graves, o volume elevado de doentes pode pressionar serviços de saúde e aumentar o número de internações.