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Estudo
Ideb: RN tem a 4º pior nota do País na avaliação do ensino médio
Com nota absoluta de 3,5 – numa escala de 0 a 10 –, os três últimos anos da educação básica potiguar registraram o quarto pior resultado em todo o País
Redação
15/09/2020 | 14:09

O ensino médio no Rio Grande do Norte ficou longe de alcançar a meta prevista para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2019. Com nota absoluta de 3,5 – numa escala de 0 a 10 –, os três últimos anos da educação básica potiguar registraram o quarto pior resultado em todo o País.

De acordo com os dados do Ministério da Educação, o desempenho potiguar ficou abaixo da média nacional, que fechou 2019 em 4,2. Na avaliação, o Rio Grande do Norte também ficou abaixo da previsão para o ano de 2019, que era de 4,5, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).

O ensino médio potiguar teve a nota igual ao do Estado da Bahia (3,5), e ficou à frente apenas do do Pará (3,4) e Amapá (3,4). Goiás e Espírito Santo registraram os melhores resultados do país, obtendo, respectivamente, o Ideb de 4,8 em 2019.

Os números do Ideb de 2019 foram divulgados nesta terça-feira 15, em Brasília, e mostram que, apesar do resultado obtido no ensino médio, o Rio Grande do Norte teve evolução no ensino fundamental. Os primeiros anos deste segmento registram nota de 5,2 em 2019. A nota é 0,5 maior que a previsão para o período (4,7).

Apesar do resultado, o Rio Grande do Norte tem o quinto pior resultado entre as unidades da federação para os primeiros anos do ensino fundamental. Já os últimos anos do ensino fundamental no Rio Grande do Norte ficaram abaixo da meta prevista. A nota em 2019 foi de 4,1, mas a nota esperada para o período era de 4,6.

Ideb no Brasil

No Brasil, segundo o Ministério da Educação, o Ideb do ensino médio brasileiro cresceu 0,4 pontos, subindo de 3,4 para 3,8 pontos. Já em 2019, o indicador alcançou 4,2 pontos, a maior evolução da edição, após quatro anos de estabilidade.

Entre as unidades da Federação, os números do ensino médio variaram 1,4 ponto entre os piores e os melhores resultados. Os destaques foram Goiás, único estado a atingir a meta individual, e Espírito Santo. Os dois empataram com as melhores médias do país na etapa: 4,8 pontos. Já Pará e Amapá tiveram os resultados mais baixos, com 3,4 pontos.

Os anos iniciais do ensino fundamental apresentaram leve crescimento no indicador. O Ideb 2019 foi de 5,9 pontos, o que representa um aumento de 0,1 ponto em relação à edição anterior, e segue a tendência de evolução das outras edições, superando a meta prevista de 5,7 pontos. Essa etapa de ensino conta com 15 milhões de alunos e 109 mil escolas.

Ministro da Educação, Milton Ribeiro, apresenta os dados do Ideb
Ministro da Educação, Milton Ribeiro, apresenta os dados do Ideb

 A rede municipal tem uma participação de 67,6% no total de matrículas dos anos iniciais e concentra 83,7% dos alunos da rede pública. Além disso, 19,2% dos alunos dessa etapa frequentam escolas privadas.

Nove unidades da Federação alcançaram Ideb maior ou igual a 6 nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo teve o melhor desempenho, com 6,7 pontos, seguido por Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, com 6,5 pontos; Ceará, com 6,4 pontos; Goiás, com 6,2 pontos; Espírito Santo, com 6,1 pontos; e Rio Grande do Sul, com 6 pontos. Já o Pará teve o resultado mais baixo, com 4,9 pontos, mas superou sua meta de 4,7 pontos.

Ideb do ensino fundamental

Nos anos finais do ensino fundamental, o aumento foi de 0,2 pontos, com resultado final de 4,9 pontos. Apesar da melhora, o índice ficou abaixo da meta de 5,2 pontos em 2019. Essa etapa de ensino possui 61,8 mil escolas e 11,9 milhões de estudantes no Brasil.

O estado de São Paulo teve o melhor desempenho, com 5,5 pontos, mas não conseguiu atingir a meta individual de 5,9 pontos. Sete estados conseguiram cumprir seus objetivos: Amazonas, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Ceará, Paraná e Goiás. Os resultados mais baixos foram do Amapá, com 4 pontos, e do Pará, do Rio Grande do Norte, de Sergipe e da Bahia, com 4,1 pontos.

Com 4,9 milhões de alunos, a rede estadual tem uma participação de 41,6% no total de matrículas dos anos finais do ensino fundamental, dividindo a responsabilidade do atendimento escolar na rede pública, nessa etapa de ensino, com os municípios. Os alunos que frequentam escolas privadas representam 15,4% do total.

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