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Revelação
Humorista abre o jogo sobre testes do sofá na Globo: ‘Diretores assediavam’
O ex-Casseta falou que nos anos 1980 e 1990, por exemplo, além do assédio frequente, algo comum nos bastidores era o uso de drogas
Redação
08/07/2021 | 15:31

Humorista que ficou famoso no Casseta & Planeta (1992-2010), Helio de La Peña revelou que os testes do sofá eram comuns na Globo no passado. De acordo com o comediante, alguns diretores e produtores assediavam sexualmente mulheres interessadas em fazer figuração ou conquistar espaços nas produções da emissora. Segundo ele, esse tipo de comportamento teria mudado com novas políticas implementadas nas últimas duas décadas.

“Tinha uma coisa assim que era o tal do teste do sofá. Pra menina fazer uma figuração, os diretores e os produtores assediavam. Eu não via, mas ouvia falar. Era corriqueiro. Porra, tinha produtor que tinha contato com cafetina e botava as meninas como figuração”, confessou de La Peña em entrevista ao podcast Inteligência Ltda nesta semana.

“Tinha uma coisa de uma libertinagem, de um abuso, um assédio e quem não cedesse, de fato, não ia pra frente e não subia [na carreira]. Enfim, era uma coisa realmente institucionalizada”, revelou o humorista.

O ex-Casseta falou que nos anos 1980 e 1990, por exemplo, além do assédio frequente, algo comum nos bastidores era o uso de drogas. Em outubro do ano passado, durante uma live com Oscar Magrini, Maria Zilda Bethlem e o ator disseram algo parecido, ao afirmarem que tinha o “quartinho do pó [cocaína] e o do cu”.

A atriz, que foi casada com Roberto Talma (1974-2015), soltou o verbo. “Você trabalhou na TV Globo muitos anos e eu também. Eu entrei na Globo em 1975. Você não vai dizer para mim que eu não sei como aquilo funciona. Até porque eu fui casada com diretor. Então, eu sei muito bem como aquilo funcionava. Não é o teste do sofá. É o teste do cu”, exclamou.

No podcast, Helio de La Peña explicou que a mudança de política começou nos anos 2000 e que as pessoas até estranharam:

Depois que mudou a direção da emissora [Globo], eles foram atrás e demitiram os produtores que faziam esse tipo jogada, tentando criar um ambiente mais profissional, mais correto e mais decente pra televisão. Algumas pessoas até estranharam um pouco e falaram: ‘Ué, mas isso não é mais televisão’.

Sem entrar em detalhes, o ex-Casseta falou que Marcius Melhem teria tentado reproduzir esse tipo de comportamento do passado e se deu mal. O ex-Zorra deixou o cargo de chefe de Humor da Globo em 2020, sob acusações de assédio. Dani Calabresa seria uma das vítimas. Melhem nega os relatos de abuso que vieram à tona por uma reportagem da revista Piauí contra ele.

“Eu não tinha contato com a produção do Marcius [Melhem], não tinha noção nem ideia do que estava acontecendo. Eu vim a saber quando veio à tona com a revista Piauí. Depois, conversando com alguns amigos lá de dentro, me falaram que era isso mesmo, que a coisa era estranha”, falou de La Peña.

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